Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 21/10/2017

Se nos meados de 70, a desnutrição configurava-se um problema a ser combatido pelos brasileiros; atualmente, essa mácula se reverteu em obesidade. Doenças físicas e psicológicas são os efeitos devastadores desse mal que já afetam uma significativa parte da sociedade além de acarretar um alto custo para a saúde pública. Vários aspectos corroboram para esse lamentável cenário, especialmente aqueles atrelados a maus hábitos alimentar e comportamental.

Segundo a OMS - Organização Mundial da Saúde, mais de 20 milhões de brasileiros estão obesos, sobretudo os mais jovens. Tal dado evidencia uma preocupante realidade, uma vez que a pessoa acima do peso apresentará uma maior predisposição a doenças físicas, como, as vasculares, respiratórias entre outras. Em consequência disso, a ordem natural da vida é alterada, já que em vez de se tratar doenças associadas à velhice, há de se cuidar daquelas relacionadas à obesidade. Ademais os jovens, consequentemente, terão mais probabilidades a desenvolver problemas psicológicos ligados à autoestima, por exemplo.

Cientificamente, os maus hábitos alimentar e comportamental da sociedade moderna comprometem a saúde dos brasileiros. A produtividade maior no trabalho, a ascensão profissional e acadêmica, o trânsito, entre outras exigências do dia a dia afastam as pessoas de uma qualidade de vida, o que faz com que as atividades físicas e a alimentação saudável sejam postas como fatores secundários nessa selva, em que o ter se torna mais relevante do que o ser. Exemplo disso é a vida nas grandes metrópoles em que, segundo uma pesquisa da USP, aproximadamente 60% das pessoas  se alimentam fora de casa sofrem com problemas relacionados ao sobrepeso.

Diante desse alarmante contexto, faz-se necessária a ampliação de medidas não apenas de combate à obesidade, mas também de prevenção dessa doença, já considerada o mal do século. Para tanto, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, Cultura e Esporte, necessita intensificar campanhas, palestras e projetos voltados a práticas de atividades físicas e a bons hábitos alimentares; este, se possível, configurado como disciplina obrigatória no currículo escolar. Somado a isso, o Ministério da Agricultura precisa estreitar ainda mais o consórcio com os pequenos e grandes agricultores, por meio de isenção fiscal, a fim de incentivar uma cultura alimentar menos industrializada. Somente assim, ter-se-á uma população mais saudável e livre das armadilhas alimentares do dia a dia.