Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 22/10/2017
“Eu acredito que podemos mudar o mundo através da alimentação”. Com essa frase, Bela Gil, famosa chefe de cozinha, defende o seu modelo de nutrição baseado em alimentos saudáveis e orgânicos. Entretanto, o Brasil não segue essa tendência, visto que os índices de obesidade são crescentes em todo o país, tornando-se uma questão de saúde pública. Nesse sentido, o sobrepeso de grande parte da população brasileira é causado, principalmente, pelo consumismo e pela alimentação irregular.
Em primeiro plano, a cultura de culto ao consumo influencia nos crescentes índices de obesidade. Nesse contexto, de acordo com a escola de Frankfurt, a indústria cultural bombardeia os indivíduos constantemente com propagandas que buscam atrelar a felicidade ao produto vendido. Esse tipo de marketing leva ao consumo desenfreado de alimentos calóricos, visto que esses são os que mais possuem visibilidade na mídia. Infelizmente, mais de 50% da população é obesa ou tem sobrepeso, e as propagandas sem responsabilidade social corroboram com isso.
Além disso, esses índices alarmantes, que caracterizam uma calamidade na saúde pública, também são causados pelo dinamismo do mundo contemporâneo. Nessa perspectiva, após a Revolução Industrial, o tempo começou a ser controlado de forma sem precedentes. Desse modo, muitos trabalhadores tiveram seus horários de alimentação restringidos, sendo privados da possibilidade de preparo de uma refeição saudável, visto que essa, geralmente, necessita de um confecção mais elaborada.
Torna-se evidente, portanto, que a saúde pública está sobrecarregada pelo aumento no número de obesos, que ocorre devido ao culto ao consumo e à velocidade da contemporaneidade. Nesse sentido, as empresas devem contratar nutricionistas para os refeitórios empresariais. Essas profissionais orientarão as cozinheiras a prepararem refeições balanceadas, a fim de inibir a alimentação irregular dos trabalhadores. Além disso, o Poder Legislativo, aliado ao Ministério da Saúde, deve propor uma lei que obrigue as publicidades de “comidas rápidas” a colocarem um aviso sobre os efeitos do consumo desenfreado, análogos às advertências em maços de cigarro. Assim, o Brasil poderá mudar a alimentação, para, posteriormente, ser mudado por ela.