Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 04/05/2021
Em 1988, representantes do povo -reunidos em Assembleia Constituinte- instituíram um Estado Democrático, a fim de garantir o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Todavia, ao se observar a epidemia de obesidade, percebe-se que esse direito é constatado na teoria e não, desejavelmente, na prática, já que o excesso de peso se mostra um grave problema de saúde pública. Com efeito, há de se lutar contra à má alimentação, bem como o culto aos alimentos ultra processados.
Diante desse cenário, segundo o portal de notícias R7, a indústria alimentícia baseia seus produtos a partir da gordura hidrogenada -capaz de aumentar o sabor, a durabilidade e reduzir o custo da produção. No entanto, o consumo exagerado desse tipo de gordura ocasiona vários problemas, como doenças cardíacas, já que ocorre o aumento do colesterol ruim, conhecido como LDL. Dessa forma, não é razoável que os brasileiros estejam vulneráveis à insegurança alimentar.
Além disso, o filósofo alemão Theodor Adorno desenvolveu um conceito de Indústria Cultural, segundo o qual a publicidade utiliza a persuasão constante, com o intuito de moldar um comportamento de compra. O problema é que muitos cidadãos brasileiros estão suscetíveis às cores, às músicas e às demais estratégias denunciadas por Adorno e acabam adotando a alimentação irresponsável, baseada em ´´Fast-foods``. Assim, enquanto o culto à comida super processada se mantiver, não será possível a melhora na saúde dos brasileiros.
Portanto, para combater os efeitos do excesso de peso, as escolas devem contribuir para a reeducação alimentar, desde o fundamental, por meio de projetos pedagógicos como oficinas e aulas lúdicas, capazes de mostrar as consequências negativas dos ´´Fast-foods, esses projetos poderiam se chamar ´´Saúde presente. Essa iniciativa teria a finalidade de construir hábitos alimentares sadios e de sorte conseguir acabar com o culto às comidas ultra processadas, garantindo um Brasil mais saudável.