Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 03/12/2020
O documentário “Super-size me”, mostra o diretor que transformou a si mesmo em cobaia quando decidiu consumir uma dieta constituída apenas de lanches do McDonald’s, três vezes ao dia, durante um mês, e então expôs as consequências de uma alimentação com base em alimentos processados. Analogamente, percebe-se que a realidade brasileira não se difere da apresentada no documentário, visto que depois da chegada de grandes redes de fast-food no Brasil a população começou a se alimentar mais de ultraprocessados e industrializados. Nesse sentido, cabe avaliar que o processo de alimentação do brasileiro mudou muito nas últimas décadas, o que fez com que a obesidade e doenças relacionadas à ela aparecessem com mais frequência no país.
Primeiramente, após a chegada de redes de fast-food, que tiveram início no Rio de Janeiro, a partir da década de 50, e também da maior acessibilidade de alimentos e a melhora de vida dos brasileiros nas décadas seguintes fizeram com que a população mudasse totalmente sua alimentação para comidas rápidas e processadas. Não obstante, o século XXI chegou com elevados índices de depressão, ansiedade e estresse, isso fez com que uma grande parcela dos indivíduos vissem a comida como fuga e forma de alívio da tensão - segundo pesquisa divulgada no G1 -. Além disso, deixar de fumar, gravidez, problemas hormonais, fatores genéticos e falta de prática de atividade física também são questões que contribuem para o aumento da obesidade, segundo o G1.
Ademais, pais e familiares com alimentações desreguladas e nada saudáveis faz com que se tornem uma influência negativa para os filhos, e isso pode acarretar em crianças obesas e, consequentemente, em adultos obesos também. Com isso, a obesidade está cada vez maior na população brasileira, passando de 20% em 2019 para 25% em 2020, isso segundo uma pesquisa divulgada no G1. Por conseguinte, o número de doenças relacionadas a obesidade, como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos variados e problemas respiratórios, estão sendo proporcionais ao crescimento da obesidade, o que faz com que o SUS fique sobrecarregado, e dessa forma a obesidade se torne um problema de saúde pública, afetando a vida comum da sociedade.
Portanto, a fim de diminuir o taxa de obesidade no Brasil, cabe ao Ministério da Educação junto ao Ministério da Saúde - responsável pela saúde pública no país -, mediante sanções, incluir na grade curricular obrigatória aulas de culinária, palestras e aulas sobre a procedência dos alimentos e a importância de atividades físicas, merendas com alimentos saudáveis e plantados pelos alunos, isso com profissionais da área médica, da nutrição e educadores físicos. Outrossim, pais e familiares, por meio da introdução de bons atos alimentares, devem usar-se como exemplo para as crianças e jovens.