Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 24/03/2021

A partir da Revolução Técnico-Científica Informacional, o desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação alterou o beneficamente o modo de vida humano. Contudo, nessa era, predomina a falta de autoconhecimento. Tal questão pode gerar no indivíduo o consumo exarcebado, além de dificultar as interações na sociedade. Sendo assim, é imprescindível discutir esses efeitos.

Convém ressaltar a princípio que a ausência de autoconhecimento provoca no indivíduo hábitos consumismo. Segundo alguns pensadores da escola de Frankfurt, com o conceito de indústria cultural, os meios de comunicação, no modo de produção capitalista, produzem bens culturais, a fim de impor determinados valores e costumes consumistas. Sob esse viés, percebe-se a pessoa, ao não reconhecer seus próprios interesses, fica sucessível a sofrer essa manipulação.

Ademais, tal problemática reflete negativamente na interatividade frente à sociedade. Nesse cenário o sociólogo Émile Durkheim afirma que o meio social funciona como um corpo, no qual as pessoas estão unidas pela solidariedade. Todavia, quando o indivíduo não identifica, por exemplo, suas limitações e seus objetivos, os laços de cooperação  podem ser quebrados. Desse modo, as relações e os contatos sociais não são criados, formando partes isoladas.

Portanto, urge amenizar os efeitos desse problema. Para tanto, em contexto brasileiro, o Ministério da Educação deve, por meio de publicações audiovisuais nas redes sociais, destacar a importância do autoconhecimento na era digital, com o objetivo de combater a influência das mídias sobre os indivíduos e amenizar as consequências para o coletivo. Outrossim, tal ação precisa ser acompanhada com palestras integradas por professores, filósofos e sociólogos que discutam medidas de se desenvolver em cada pessoa a consciência própria.