Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 11/01/2021
Segundo historiador inglês, Edward Gibbon, todo mundo recebe dois tipos de educação: a que lhe é dada por outros, e, a mais importante, a que o indivíduo dá o si mesmo. Todavia, na geração atual, alguns valores tem sido invertidos. De certo que a internet já tem espaço garantido no cotidiano das pessoas, contudo, ainda que seja objeto de importância, o uso exagerado e sem consciência das redes tem causado confusão nos ideais dos indivíduos. Essa é uma questão social hodierna que diz respeito à imagem padronizada e ao marketing abusivo na sociedade.
Primeiramente, se para o pensamento seguido de Paulo Freire, ninguém é sujeito a autonomia de ninguém, porém, na internet, as pessoas tentam se encaixar aoquilo que se tornou o “certo”. Naturalmente, por medo de sofrer algum tipo de repreensão, muitos mudaram seus gostos para causar boa impressão e se tornar o tipo de pessoa ideal na sociedade. Por analogia, a falta de imposição e o silenciamento tem gerado pessoas a abaladas psicologicamente e fisicamente. Em síntese, ainda que boa parte da população recorra a padronização, cada um é abraçado por sua própria singularidade.
Ademais, além da comercialização da imagem de pessoas perfeitas, o uso abusivo do marketing para manipulação de vendas tem contribuído para aumentar o consumismo. Sendo assim, é indubitável que é mais fácil influenciar aqueles que tem menos conhecimento social: como crianças. Segundo documentário “Criança, a alma do negócio”, a média de tempo que os telespectadores passam televisão é de 5 horas por dia e que aproximadamente 550 comerciais infantis podem ser exibidos nesse mesmo período de horário. Dessa maneira, tem uma forma de publicidade mais apelativa que induz para esse público o que tem e deve ser consumido por necessidades, tirando o livre e arbítrio do indivíduo.
Em virtude dos fatos apresentados, ineg é notável que os efeitos daavelmente de falta de autoconhecimento direcionam a sociedade a um estado de calamidade. À vista disso, o MEC deve incentivar desde as escolas a autonomia e coletividade, pelo meio da criação de atividades implantadas nos ambientes estudantis como academia de esporte, dança, tecnologia, a fim de promover a autoaceitação e reconhecimento. Além disso, o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) deve fazer um reforçamento das fiscalizações de propagandas abusivas para o poder cessar as manipulações. Dado ao exposto, talvez, se forem seguidas ações citadas, a educação que o ser dá a si mesmo volta a ser a mais importa, como disse Gibbon.