Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 11/01/2021
Durante a Ditadura Militar brasileira, a qual ocorreu entre os anos de 1964 e 1985, com influência da Guerra Fria, a mídia foi um dos principais meios de persuasão à população nacional. Haja vista que a televisão foi amplamente utilizada para disseminar as ideologias governamentais associadas ao bloco aliado. De maneira análoga, a atual realidade do Brasil, por intermédio de novas influências, enfrenta os efeitos da falta de autoconheciemento na era digital. Nesse âmbito é necessário analisar dois entraves acerca do óbice social apresentado: a falta de estrutura nas escolas e a negliência estatal.
Em primeira análise, é válido salientar que a reduzida existência de estruturas que possibilitem, nas instituições de ensino, a oportunidade de conhecimemento aos meios virtuais, dificulta o autoconhecimento. Tendo em vista que Aristóteles, grande nome da Antiguidade, acreditava na relevância do conhecimento para a construção da plenitude da essência humana. Para o filósofo, sem a educação e a sabedoria, nada separa a espécie humana do restante dos animais. Ademais, a consultoria McKiensey prevê que 800 milhões de cidadãos perderão suas ocupações para máquinas até 2030. Assim, é indubitável a necessidade de percepção às alterações hodiernas, sobretudo no meio digital e profissional, para a busca de novas aptidões e autognose pelos jovens.
Outrossim, a limitada adesão governamental é, da mesma forma, um obstáculo à promoção do autoconhecimneto na era virtual. Uma vez que, apesar de 70% dos brasileiros, acima de 10 anos, possuir, em 2020, acesso à internet, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Brasil, conforme a The Economist, revista britânica, fica em sexagésimo sexto, vigésimo primeiro e quinquagésimo país na promoção da alfabetização, confiança e segurança no uso da internet e políticas públicas de incentivo no uso da web, respecitivamente. Portanto, é inquestionável que, mesmo com a democratização digital, o país, atualmente, ainda carece de políticas públicas que promovam a autognisia.
Dessa forma, ao considerar os efeitos gerados pela falta do autoconheciemnto na era digital, o Ministério da Educação, Mec, junto à Escola - instituição social responsável por, unido à Família, formação juvenil - por meio da distribuição de verbas permita a aquisição de computadores e formação de novos profissionais para promover a educação digital e possibilitar o preparo para as profissões do futuro. Para mais, o empresariado deve promover o estímulo à responsabilidade social ao financiar peças publicitárias sobre a importância do heautognose na atualidade, visando alcançar a plenitude da essência humana e assim, diferenciar o homem do restante dos animais.