Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 07/12/2020
A Globalização, iniciada no século XVIII, possibilitou o desenvolvimento da sociedade, visto que se iniciou em uma facilidade de acesso à variadas informações. Nesse contexto, valida-se a análise dos desafios existentes a essas inovações facilitadoras; de forma que a era digital tem sido motivadora aos efeitos negativos da falta do autoconhecimento dos usuários. Em razão disso, tem-se não só uma fixação do imediatismo, como também, a carência reflexiva; fatores esses que necessitam ser debatidos no Brasil.
Em primeira instância, é certo que o imediatismo, somado à facilidade de acesso informacional, colabora diretamente para a efetivação da falta do autoconhecimento na era digital. Essa situação se configura em um contexto econômico que visa atrair o usuário por inúmeras vias tecnológicas; de maneira que esse, se depara com suposições imediatas marcadas por influenciar seus pensamentos e ações. A exemplo, tem-se o documentário “Dilema das redes”, caracterizado por abordar o demasiado controle instituído pelas plataformas digitais, das quais conhecem de forma precisa quem as usam. Logo, baseando-se em um cenário impositório, certamente emerge-se o desenvolvimento desse conflito psicológico em questão.
Consequentemente aos vastos dados oferecidos na era digital, valida-se destacar o enraizamento de uma carência reflexiva responsável por possibilitar a incapacidade do indivíduo, o qual não possui um autoconhecimento. Uma vez que, tal fato, foi ocasionado pela perda de uma prática efetuada desde às civilizações, das quais usavam e executava ao seu favor o conhecimento geral do espaço que as inseriam. Nesse sentido, destaca-se a obra “O Abaporu” de Tarsila do Amaral, marcada por apresentar uma pessoa de corpo desproporcional, sendo sua cabeça a menor parte. Ou seja, subtende-se um reflexo do meio contemporâneo que é sim inserido em um ambiente determinante a ágil tecnologia, mas que ainda permite a existência de seres desprovidos da razão, que tem sido agente da regressão urbana.
Tendo em vista os aspectos mencionados, é dever do Poder Executivo, em parceria com o Ministério da Educação, garantir políticas públicas direcionadas aos usuários de redes do país. De modo que se ofereça reuniões mensais e obrigatórias - com professores e alunos - incumbidas por meio de debates sobre a necessidade de se avalizar a intensidade de consumo e uso tecnológico. Efetuando então em uma diminuição do imediatismo das inúmeras informações apresentadas, de forma que se permitirá a cristalização do exercício de reflexão; consolidando assim no ganho do autoconhecimento na era digital.