Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 09/12/2020
Com a Revolução Industrial 4.0, a tecnologia passou a fazer cada vez mais parte do cotidiano da sociedade moderna, sobretudo com a criação das redes sociais. Esse fator fez com que a rotina das pessoas começasse a ser postada e acompanhada, e inclusive invejada quando há luxo. O desejo de ser semelhante provoca efeitos, como problemas de autoestima e consumismo exacerbado sem necessidade.
Primordialmente, é preciso considerar a criação da profissão moderna “influenciador digital”, uma variedade de blogueiro das mídias sociais, famosos que fazem publicações com recomendações de produtos e estilos de vida. Assim como mostrado no documentário “O dilema das redes”, as postagens moldam opiniões, inclusive políticas, e padrões de beleza que, quando não alcançados, causam queda de autoestima e rejeição pela própria aparência, em especial em jovens.
Em segundo plano, temos os impactos nos desejos consumistas com o aparecimento constante de publicidades feitas com famosos, que ilustram uma vida em que aquele produto é essencial. Nesse cenário, o autoconhecimento, que Sócrates muito defendia, faz-se imprescindível, para que o consumidor saiba balancear os produtos que realmente são do seu gosto particular e a necessidade de tê-lo. Assim, se não for algo que é verdadeiramente do seu interesse, não sofrerá com a ansiedade de não o ter, só porque está sendo usado por figuras públicas.
Diante do exposto, é notório a importância de incentivar o conhecimento de si mesmo, de preferência em gerações mais novas. Para tanto, faz-se mister que escolas públicas e particulares orientem seus professores, em especial da área de humanas, para que expliquem e estimulem o autoconhecimento em seus alunos. Por meio de aulas didáticas e dinâmicas, é possível fazê-los entenderem que é algo importante. Desse modo, é possível diminuir o índice de jovens sem identidade própria e minimizar a ocorrência dos efeitos da falta de conhecimento próprio na era digital.