Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 27/05/2020
O filme estadunidense “Jason Bourne”, aborda questões como invasão de privacidade e espionagem no mundo virtual, expõe o mundo da vigilância líquida, na qual os serviços secretos conseguem obter dados pelas redes sociais e, até mesmo, vigiar através de um simples celular. Fora da ficção, a realidade é a mesma, o caminho mais fácil para espionagem é a própria internet, partindo disso, as pessoas se tornam vulneráveis à manipulação governamental. Isso ocorre devido a falta do autoconhecimento na era digital, gerando efeitos como autossabotagem e baixa inteligência emocional. Primeiramente, a autossabotagem é a tendência que o indivíduo tem de colocar empecilhos no caminho de suas metas. A origem de se auto sabotar pode estar relacionada à infância, envolvendo o núcleo familiar, como exemplos, a presença de traumas, sentimentos de abandono, culpa, entre outros, o psiquiatra e escritor Augusto Cury, em seu livro “Ansiedade: como enfrentar o mal do século”, retrata que, entender o que te aflige é um dos passos mais importantes do autoconhecimento. É preciso identificar os próprios sentimentos para, assim, enfrentá-los e superá-los. Logo, fica claro a precisão de trabalhar os comportamentos conscientes ou subconscientes que interferem na vida das pessoas pela falta de se auto conhecer.
Adicionalmente, é visível que a inteligência emocional é uma das maiores responsáveis pelo sucesso ou fracasso do ser humano. Por conseguinte, a ausência dela pode resultar em diferentes reações, como a incapacidade de se apresentar em público ou, até mesmo, a agressividade ao ser contrariado; com a cultura do cancelamento presente na sociedade, por meio das redes sociais, principalmente o twitter, as chances de desenvolver depressão ou problemas psicológicos só aumentam. A partir daí, vê-se que o autoconhecimento é imprescindível para a formação da capacidade emocional do homem nessa era digital.
Portanto, medidas são necessárias para findar esses efeitos negativos citados acima. É preciso cortar o mal pela raiz, urge que a Secretaria de Educação incentive as crianças e os jovens a aprender sobre autoconhecimento, por meio de palestras que debatam sobre saúde mental e estabilidade emocional, feitas por psicólogos e profissionais da área, dessa forma, será possível garantir uma sociedade pautada no autoconhecimento. Somente assim, a população não será mais uma marionete na mão do governo e do mundo digital.