Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 06/05/2020
A Revolução Industrial, grande marco histórico cultural e social para a sociedade, trouxe consigo novos modelos de consumir, os quais foram lapidados e potencializados com o surgimento da internet, no século XX. Sob essa perspectiva, a era digital revolucionou o mercado da Indústria Cultural, feita para o consumo e geração de lucros. Em contrapartida, é importante analisar que a falta de autoconhecimento para se encaixar nessa sociedade contemporânea, pode servir de mecanismo para promoção de consumismo exacerbado e transtorno de ansiedade.
Nessa conjuntura, é válido ressaltar que o consumo passou a ser altamente estimulado pelos meios de comunicação em massa, e geralmente promete o que não pode cumprir: a busca da satisfação e da felicidade. Nesse espectro, o indivíduo inicia um ciclo vicioso de consumo, a fim de compensar um vácuo interior, com prazeres imediatos e fuga da solidão. Á luz disso, a psiquiatra e escritora Ana Beatriz, em seu livro “Mentes Consumistas”, defende a tese de inversão de valores na sociedade, onde o “ter vale mais que o ser”, e por isso, as pessoas iniciam o ciclo do consumo exagerado.
Com efeito, o consumo inconsciente, muitas vezes, ultrapassa os limites financeiros e psicológicos do indivíduo, acarretando danos à saúde mental, baixa inteligência emocional e transtornos de ansiedade. Sob esse prisma, a pessoa não está no controle total de sua mente e é facilmente manipulada pelo controle de dados na internet, uma vez que é alvo de anúncios e propagandas periódicas. Sob essa lógica, é notório que o baixo nível de autoconhecimento é gatilho para transtornos dessa natureza.
Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Nesse sentido, as escolas podem promover, a conscientização ao consumo essencial, diminuição do uso de redes sociais e aumento de leitura de livros sobre desenvolvimento pessoal, por meio de palestras semanais, com dinâmica de debates, a fim de estimular uma vida saudável e equilibrada, sem transtornos indesejados e sem descontrole financeiro.