Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 05/05/2020
O mundo virtual tem influenciado no comportamento das pessoas, de acordo Pierre Lévy. A partir desse pressuposto, os indivíduos precisam de educação digital e de autoconhecimento, para não serem controlados. Tendo em vista que a falta de conhecimento próprio ocasiona diversos problemas.
Em primeira instância, é importante ressaltar a influência do meio virtual nas atitudes comportamentais do tecido social. Evidencia-se que o algoritmo controla cada página acessada, e assim seleciona intuitivamente as preferências de determinada pessoa. Dessa forma, muitas vezes os indivíduos se restringem há apenas um ponto de vista, produtos de certa marca, e dificilmente tem o controle absoluto do que realmente o interessa. Como dizia Eli Pariser, os algoritmos colocam as pessoas em suas “bolhas” e controlam o seu comportamento. Nesse sentido, é necessário autoconhecimento e aprendem há não ser manipulado pelas redes de computadores.
Outrossim, convém relacionar ainda os malefícios causados pela escassez de conhecimento relacionados a si próprio. Após as Revoluções Industriais do século XVIII, as exposições à produtos se tornaram mais comuns, consequentemente o consumismo exacerbado tomou proporções assustadoras. Desse modo, as pessoas apresentam diversas compulsões, como alimentar, consumo, além de desenvolver ansiedade e depressão, causadas pela comparação excessiva com a vida dos outros nas redes sociais. Logo, o meio virtual se torna um subterfúgio para desabafos e postagens de fotos fora da realidade vivida, a fim de mostrar algo que não se vive para agradar outras pessoas.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolver esses impasses. Cabe ao Ministério da Educação inserir disciplinas na grade escolar que tratam e ensinam sobre educação virtual, a fim de que as crianças aprendam desde cedo a não serem manipuladas por esse meio, além do mais, mostrar aos discentes a importância do autoconhecimento, por meio de palestras e debates, ensinando a serem autores da sua própria história e não coadjuvantes. Por fim, a família tem um papel essencial na formação do cidadão, logo, cabe ensinar através de diálogos, a cada um descobrir as suas virtudes e talentos, e saberem quem de fato é, para não aceitar tudo o que a elas é imposto. Assim, a geração futura não terá os mesmos problemas que a atual.