Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 06/05/2020
A cada revolução industrial vivida, o mundo se transforma e obtém cada vez mais velocidade de produção. Entretanto, principalmente após a 3ª revolução, que trouxe a internet, a tendência tem sido pensar tanto em maneiras de ganhar notoriedade com um trabalho ou produto que as pessoas não se ocupam mais em se autoconhecer e, como resultado disso, é observada uma população consumista e sem objetivos claros. Tais fatos evidenciam a necessidade de períodos de introspecção.
Em primeiro plano, é válido ressaltar o crescimento do número de influenciadores digitais como presságio da falta de identidade. Essa profissão reflete perfeitamente o problema destacado, pois, consiste na venda de diversos produtos que aparentam te grande utilidade na vida do influenciados. A partir disso, uma pessoa ao moldar sua personalidade em uma figura pública, torna-se consumidora de todos os produtos fornecidos. Dessa forma, quanto maior o período de exposição à vida digital, mais consumistas são formados e mais personalidades são forjadas.
Paralelamente a isso, outra carreira que avançou sob efeito da falta do autoconhecimento é a de “coach”, do inglês treinador. Esses treinadores, são pessoas bem articuladas, sem necessariamente ter preparo especializado, contratadas para encorajar outros a criarem ou alcançarem objetivos pessoais. Tudo isso, mostra que a falta de consciência identitária impossibilita a concepção de metas, baseadas nas características individuais, capazes de trazer motivação para perseguir um propósito de vida.
Portanto, fica evidente que o pensamento acerca de si mesmo é essencial para o autocontrole, sobretudo na era digital, a qual tudo tende a passar revolucionariamente. Para isso, a família deve agir de forma a incentivar os membros a terem um momento livre que consista em uma atividade de desligamento do mundo externo e conexão com o interior, escolhida individualmente com o propósito de permitir que cada um conheça sua própria imagem e possa, a partir daí, filtrar o que lhe agrada ou não, bem como traçar objetivos claros. Assim, a internet será preenchida de mais personalidades do que de produtos.