Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Enviada em 05/05/2020

No século XVIII, na Revolução Industrial, as máquinas substituíram o trabalho braçal. Desse modo, percebe-se que na analogia da Revolução as interações antes feitas fisicamente, atualmente, passam a ser virtuais. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados, a falta do autoconhecimento, e a fragilidade da saúde mental.

Em primeira análise, cabe pontuar que de acordo com o pensamento Socrático, “Uma vida sem reflexão não vale a pena ser vivida.” Logo, o autoconhecimento se faz de grande importância para à existência da vida, contudo, a falta dele traz inseguranças. Comprova-se isso segundo a matéria publicada no “Estado de Minas”, “Os assuntos que os brasileiros mais pesquisaram em 2019, o terceiro lugar ficou com:“Como fazer com que as pessoas gostem de mim”, mostrando a baixa autoestima e dificuldade das relações interpessoais.” Dessa forma, vê-se que a digitalização tem gerado efeitos negativos em muitos usuários. Todavia, os mesmos muitas vezes não tem a consciência da importância do autoconhecimento, e com isso não viabilizar formas para o aprimoramento dessa área.

Ademais, convém frisar que a autoestima não é reafirmada, e com isso, gera fragilidade da saúde mental. Uma prova disso esta na fala de Ângela Mathylde, psicanalista, psicopedagoga e neurocientista, “Estamos concorrendo com máquinas. Estamos vivendo, ou melhor, caminhando para uma epidemia de estresse, ansiedade, depressão, suicídio, desconforto e falta de vinculação.” Diante disso, percebe-se que a era digital traz riscos à saúde mental, certamente, assim como a Revolução industrial existiam benefícios e malefícios, o autoconhecimento deve ser tratado com prioridade.

Portanto, medidas são necessárias para atenuar à problemática. É imprescindível que os usuários percebam a necessidade do autoconhecimento na era digital, isto é, buscar veículos para o aprimoramento dessa área, com terapias, profissionais, e pesquisas. Além disso, é essencial que os usuários não comparem à “vida virtual”, com  a realidade. Portanto, o Poder Executivo e Legislativo devem fiscalizar e viabilizar projetos de lei com o intuito de propagar autoconhecimento a todos. Logo, poder-se-a afirmar que a pátria educadora oferece mecanismo exitosos para que a nossa Revolução Industrial - tecnológica- gere boas experiências.