Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 03/05/2020
Quem nunca assistiu Matrix e se perguntou sobre o que o filme realmente falava? Essa obra cinematográfica, que apresenta uma sociedade controlada, nos faz questionar se não estamos, de fato, sendo controlados por alguém. A resposta para essa pergunta é sim. Somos constantemente manipulados por fake news, pela mídia, por empresas e pelo governo. Isso tudo, potencializado pela era digital, é um efeito da falta de autoconhecimento das pessoas.
O autoconhecimento é essencial para o pensamento crítico, que nos permite nos libertarmos dos controles desta era. Sócrates, filósofo antigo, já dizia “Conhece-te a si mesmo”. Ele, na Grécia Antiga, já entendia que precisamos primeiro nos conhecer, para depois o mundo. Por isso, conhecer-nos é o primeiro passo para fugirmos dos efeitos da falta de autoconhecimento.
Outro passo importante é o estímulo ao pensamento crítico. Antonio Gramsci, filósofo do século XX, percebeu que a sociedade de sua época não estimulava o pensamento e, por isso, elaborou o modelo de “Escola Unitária”, em que os alunos seriam estimulados a pensar por si próprios. Com esse modelo, os futuros cidadãos poderiam perceber a constante manipulação que a internet propicia, seja por algoritmos usados nas redes sociais, seja pela manipulação de dados das empresas.
Por isso, é preciso estimular o autoconhecimento das pessoas. Uma das possibilidades é pela ampliação do modelo de escola unitária, já regente nos institutos federais do Brasil. Dessa forma, o MEC (Ministério da Educação) iria reformular o ensino básico estadual, para criar pensamento crítico e estimular o autoconhecimento, visto que esse tópico não é bem explorado nas escolas estaduais. Assim, da mesma forma que em Matrix, poderíamos fugir do controle imposto pela sociedade.