Os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital
Enviada em 05/05/2020
A internet surgiu na Guerra Fria, de 1945 a 1991, na qual potências mundiais disputavam poderes e a hegemonia, a web recebeu a função de promover a comunicação. No mundo atual, essa incumbência ainda é a principal e é acrescida ao entretenimento das redes sociais. Nesse viés, é através dessa plataforma que a sociedade de modo geral, busca autoconhecimento, de modo errôneo, por meio de pesquisar no navegador, enquetes e vídeos. Deste modo, a maioria da população respalda-se no julgamento alheio para formar seu próprio senso crítico, o que gera em grande parte dos indivíduos enfermidades psicossomáticas que não auxiliam em suas vidas pessoais.
A priori, o filósofo suíço, Jean Jacques Rousseau, elaborou sua teoria acerca do “contrato social”, em que os indivíduos tornam-se escravos de suas necessidades e daquilo que os rodeiam. A partir desse raciocínio, é possível correlacionar a busca por conhecimento pessoal, na qual baseiam-se na opinião alheia, para reproduzir suas emoções relacionadas ao próprio corpo e comportamento. Nesse sentido, o meio digital realiza a função de canal interativo, uma vez que utilizam-no em massa para tal ato, em que muitas vezes procuram uma reação positiva para amenizar o sentimento de insegurança. Contudo, a aprovação popular nem sempre ocorre e acaba dando lugar para críticas que muitas vezes não são construtivas e afetam de modo negativo.
Outrossim, Ângela Mathylde psicanalista, psicopedagoga e neurocientista, afirma que as pessoas estão sofrendo da solidão que começa em si mesmo, “o que o outro acha ou vê em mim fica muito mais forte, o olhar do alheio me justifica.” Com a análise da especialista é possível perceber que a busca do autoconhecimento não é fácil e provoca sérios resultados psicológicos. Assim como o bullying, o despreparo mental para lidar com críticas gera enfermidades como depressão, bulimia, anorexia e muitas outras, que provoca a deterioração dos indivíduos. Desta maneira, as consequências físicas e psíquicas são facilmente alteradas através da web, que exerce controle sob as emoções.
Em suma, o auto conhecimento é necessário em todos os âmbitos. Nesse sentido torna-se dever das entidades de ensino, Ministério da Educação, juntamente aos responsáveis legais, instruírem seus filhos e dependentes, por meio de palestras e seções de acompanhamento psicológico, objetivando formar maior autoconhecimento e estabilidade emocional. Bem como, é de responsabilidade do Estado, prefeituras municipais, disponibilizarem campanhas seguras que busquem conhecer a si próprio, por meio de oficinas gratuitas, com a finalidade de diminuir índices de doenças psicossomáticas. Deste modo ocorrerá gradativamente uma maior aceitação e autoconhecimento.