Os desafios relacionados à alimentação no Brasil

Enviada em 20/08/2021

Sob a perspectiva histórica da Segunda Guerra Mundial, se fez necessária a industrialização dos alimentos e, apesar de terem valor nutricional reduzido, os processados foram a melhor opção para os soldados. Na atualidade, a pandemia de COVID-19 é outro conflito pelo qual o mundo passa, e, novamente, comidas assim se popularizaram, pois, com a alta do desempreho, a busca por alimentos baratos subiu. A partir disso, a discussão acerca da alimentação saudável e seus desafios no Brasil se mostra de extrema relevância, dado que a fome e a má alimentação geram consequências nefastas.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que uma sociedade anômica tem a fome como um de seus principais reflexos.  Os relados da escritora Carolina Maria de Jesus, em sua obra “Quarto de Despejo: Diario de uma favelada”, contêm uma descrição detalhada das dificuldades provocadas pela miséria, incluíndo a desnutrição. Infelizmente, o cotidiado narrado pela autora ainda é o mesmo para grande parte da população, sobretudo após a pandemia, crise que deixou muitos brasileirso sem suas fontes de renda. Com certeza, uma das saídas para a fome extrema é a compra de processados, entretanto, a nutrição promovida por esse tipo de alimento é baixa, e uma dieta baseada nisso pode ser prejudicial à integridade dos indivíduos, porquanto a quantidade de vitaminas presentes é insuficiente.

Ademais, a atenção para a saúde nutricional deve ser ampliada ao entender-se que além da desnutrição, as comidas industrializadas, progressivamente, apresentam substâncias químicas em sua composição. Estes elementos são incorporados à fabricação porque aumentam a conservabilidade dos produtos, e também trazem variedades de sabores artificiais, que viciam os consumidores, sendo muito prejuidiciais ao organismo humano. A Constituição de 1988, em seu sexto artigo, garante que a saúde e a alimentação sejam direitos básicos do cidadão. Outrossim, o número de doenças como a obesidade, a diabetes e o câncer, crescem a cada ano, o que mostra que a má refeição traz inconstitucionalidade aos hábitos alimentares diários de quem não tem conhecimento ou acesso à uma dieta equilibrada.

Portanto, diante da concepção dos desafios relacionados à alimentação no Brasil e da importância da nutrição de qualidade, o Ministério da Saúde, órgão responsável pela preservação do bem estar das pessoas e funcionamento dos direitos constituionais supracitados, deve, por meio de políticas públicas,  criar campanhas de distribuição de cestas básicas à comunidades carêntes. Essas ações disporão campanhas publicitárias que incentivem a educação alimentar, e, feitas por meio das redes sociais, chegarão a maior quantidade de pessoas.  Deste modo, o consumo de comidas processadas diminuirá, junto com a baixa nutrição e com as patologias por estas causadas, aumentando o bem estar da sociedade.