Os desafios relacionados à alimentação no Brasil
Enviada em 11/11/2020
Atualmente, em um contexto de evolução do vasto sistema capitalista, da tecnologia e do mercado de trabalho, percebe-se uma certa indisponibilidade de tempo dos indivíduos para obterem uma alimentação adequada. Segundo dados estatísticos, em 2016 18,9% dos adultos eram obesos e 53,8% tinham sobrepeso. Outrossim, a alimentação inadequada gera problemas individuais e de saúde pública, portanto é necessária a análise dos fatores que causam as doenças relacionadas à alimentação.
A priori, no que se diz respeito aos desafios relacionados à alimentação, nota-se que há diversos fatores que propiciam a alimentação inadequada, como a falta de tempo, a pressa e a maior preocupação das pessoas com seus empregos, fazendo-as ingerir alimentos como os chamados “fast-foods”. Além disso, ainda no quesito causador da má alimentação dos indivíduos, nota-se que o alto preço de produtos saudáveis afeta negativamente a saúde nutricional da população. Dessa forma, essa situação precisa ser revisada, uma vez que a constituição assegura o direito humano à alimentação adequada e soberania alimentar.
A posteriori, constata-se diversas sequelas como resultado da nutrição inadequada, principalmente no que se refere à ingestão de fast-foods, como exemplo de tais impactos há a ocorrência de doenças crônicas como hipertensão, obesidade e doenças cardíacas, além da elevada ingestão de conservantes artificiais que acarretam por si só diversos malefícios ao organismo, tal como o câncer. Sob o mesmo ponto de vista, a dificuldade dos indivíduos de encontrar alimentos saudáveis, sem o uso de substâncias, como agrotóxicos, conservantes e além disso, com o preço viável torna ainda mais árdua a realização de dietas mais saudáveis, o que se certa forma acarreta na perda de qualidade de vida. Nesse sentido, esse quadro precisa ser alterado, uma vez que a alimentação inadequada geram vastos problemas individuais, como a perda de qualidade de vida, e de saúde púbica.
Com relação aos fatos supracitados, é notável a necessidade da ação do Ministério da Saúde na realização de campanhas midiáticas que informem a população sobre os princípios de uma alimentação equilibrada e sobre modos de como economizar tempo e dinheiro em refeições saudáveis, com o intuito de quebrar o hábito de sempre comer fast-foods. Além disso, em parceria com o Poder Público, medidas tomada pelas escolas e pelo MEC, como a inclusão de aulas sobre educação alimentar e realização de palestras voltadas aos responsáveis, seria de de suma importância para haver uma reeducação alimentar e consequentemente a adoção de hábitos mais saudáveis que melhorem a qualidade de vida da população.