Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 23/03/2022
Valorização da arte urbana
Graciliano Ramos, romancista e jornalista brasileiro, diz que ‘‘a arte é a antítese da sociedade’’. Nesse contexto, observa-se que mundo da liberdade é possível, e que os desenhos, grafites, performances e outras formas criativas, são mais do que simples rabiscos, são histórias e experiências do autor da obra. Entretanto, percebe-se a segregação social e preconceito relacionado a arte urbana.
Em primeira análise, é evidente a ignorância e preconceito que ainda existe em relação as artes urbanas. Muitas pessoas caracterizam a arte como vandalismo, depredação de patrimônio e poluição visual. Tal pensamente refere-se com a ideia de que, somente é considerado arte o que é exposto em museus ou galerias. Sob essa ótica, surge a discriminação dos artistas, que em maior parte são pessoas de classes mais baixas.
Ademais, segundo a Lei 12408/2011, a arte que se expressa por meio de espaços públicos, é denominada grafite. Diferentemente do que muitos pensam, grafite e pichação são termos opostos, em que o grafite respeita o espaço do outro e a pichação significa vandalismo. O grafite funciona com uma intervenção social, sem distinção de classes, que transmite reflexões, críticas, sentimentos, devendo ser valorizada.
Conclui-se, portanto, a necessidade da resolução do impasse. Para que seja possível, o Ministério da Cultura deve zelar pelos artistas de rua e conceder investimentos aos que necessitam de ajuda financeira para desenvolver projetos idealizados. Ademais, o Ministério da Educação deve organizar palestras e apresentações sobre a cultura brasileira nas escolas públicas e privadas, incentivando a preservação e respeito da mesma. Feito assim, a arte urbana finalmente terá o reconhecimento necssário e poderá mudar a vida de muitas pessoas.