Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 29/01/2022
A cidade de São Paulo é a casa de um dos maiores artistas urbanos do mundo, o Kobra. Em um rápido passeio ao redor da megalópole é fácil, não só encontrar como também reconhecer, obras de sua autoria.
Entretanto, a arte urbana no Brasil não é suficientemente valorizada. Ainda muito atrelada ao vandalismo e a marginalidade, expressões artisticas como o grafite e a pichação são amplamente julgadas e até mesmo criminalizadas através de leis, principalmente ambientais.
Apesar do preconceito atrelado as artes de rua, sua importância não deveria ser subestimada. Durante o período da Ditadura Militar no Brasil pichações eram utilizadas em forma de protesto contra o governo da época. Atualmente, a manifestação contra o governo ainda é uma de suas razões, mas atua pricipalmente dando voz às pessoas negligênciadas pelo estado, oriundos de periferias e subúrbios.
De fato, toda forma de expressão artística tem um propósito, seja ele somente embelezar o ambiente ou até mesmo passar uma importante mensagem. A arte sendo facilmente encontrada na rua é uma forma de acesso a cultura e a informação gratuita, podendo ser acessada por qualquer cidadão que habite o espaço urbano.
Com base na certeza de que a arte precisa ser mais valorizada, não somente nesse país, como em qualquer lugar do mundo. É válido assim resaltar, que independentemente da tela em que foi representada ou por quem foi produzida qualquer manifestação cultural é bem vinda nas grandes cidades, já tão diversas em tantos aspectos.
Portanto, durante as aulas escolares os alunos devem aprender não só sobre o realismo ou grandes nomes como Leonardo da Vinci, mas também se informarem através de seus professores, sobre as artes urbanas tão presentes no dia a dia de cada pessoa. Sendo assim obrigação da escola, incentivar o debate e a expressão dos alunos atravês das artes.
Com a concientização da população e a revisão das leis atuais, tornando-as mais justas aos artistas, muito do preconceito existente poderia ser minimizado, oferencendo assim aos cidadãos das grandes cidades brasileiras um local mais justo, livre, cultural e bonito para se viver.