Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 09/03/2021
Em janeiro de 2017, desde quando assumiu a prefeitura de São Paulo, o ex-prefeito João Doria ordenou que alguns funcionários da prefeitura cobrissem os grafites da cidade com tinta cinza. Na sequência do tal ato, ele foi duramente criticado por várias pessoas por ter danificado uma expressão cultural. Assim sendo, podemos observar o quanto a arte urbana é desvalorizada no Brasil a partir desse exemplo, sendo desvalorizada por causa de estereótipos de ser uma arte marginal, feita em espaços públicos por justamente ser uma arte para todos, por exemplo.
Primeiramente, como dito antes, a arte urbana no Brasil tem o estereótipo de ser uma arte “de bandido”, sendo muitas vezes assimilada como um ato de pichação ilegal e, por isso, ela é desprezada pela elite cultural e financeira do país. Desse modo, o principal desafio para a valorização para a arte de rua no Brasil é acabar com esses estereótipos.
Nota-se, em seguida, que sendo uma maneira de expressão desprezada no país, ela encontra várias dificuldades em ganhar visibilidade no meio público, pois é uma arte feita na rua, em muros ou prédios. Ou seja, o artista de rua necessita de permissão de outra pessoa para criar a sua arte, e isso muitas vezes inviabiliza o artista de criar a sua expressão cultural.
Em síntese, foi abordado que a arte de rua no Brasil é desvalorizada, principalmente pelos seus estereótipos negativos, e também que a arte urbana enfrenta dificuldades em ganhar espaço físico nas ruas, pois o artista depende da permissão de terceiros para criar a sua arte. Portanto, o Governo Federal deve, por meio da Funarte, criar espaços públicos (como muros ou estruturas próprias para serem grafitadas, por exemplo) e lançar um programa de conscientização acerca da visibilidade da arte de rua, tudo isso a fim de valorizar esse tipo de arte no país. Sendo assim, com o tempo, a arte urbana vai crescendo e ganhando cada vez mais espaço nas ruas.