Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 06/03/2021

Durante o início do século 20, uma nova maneira de arte, intitulada de  modernista, foi apresentada ao público brasileiro que por sua vez, assustados, a desprezou. Similarmente, no cotidiano a nação permanece sem envolvimento artistico e caracterizando expressões de rua como vandalismo. Portanto, um dos principais desafios para a valorização da arte de rua no Brasil é o estigma do povo com as obras que gera uma ignorância cultural.

A princípio, na obra moderna de Tarsíla do Amaral, “Abaporu”, o povo brasileiro é retratado com a cabeça pequena e o corpo grande, a desproporcionalidade é uma crítica de as autoridades vê o cidadão apenas voltado ao trabalho. Além do mais, a arte difundida no meio urbano é vista com preconceito pelo coletivo, que a adjetiva os artistas como marginais, esse pensamento é devido a falta de estímulo à arte. Deste modo, não há desenvolvimento cultural pleno no país Brasil devido o descaso do Estado.

Sob outra perspectiva, a ausência de apreciação artística faz a sociedade a enxergar como desprezível e descartável. No livro da segunda fase do modernismo, o autor Jorge Amado em “Capitães de areia”, mostra um grupo de crianças, que viviam no meio urbano, criados sem nenhum tipo de envolvimento com a arte e no desconhecimento cultural, representando boa parte de muitos que estão na infância. Sendo assim, são necessárias medidas para reverter a situação e permitir que a democratização da arte.

Mediante as informações acima, a arte das cidades é vista com maus olhos pelo indivíduo, devido à não importância do governo a temática. A fim de mudar a situação, o Ministério da Cultura em parceria com o Instagram, rede social com mais acessos, deve criar um projeto com o intuito de promover que os usuários postem uma obra de arte deixada em seu bairro. Tendo o apoio de influênciadores que também levariam arte semanalmente e estimulariam os participantes com prêmios em sorteios. Logo, a arte urbana seria acessível, a ignorância do tema seria menor e os brasileiros teriam mais relacionamento com a arte.