Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 11/03/2021
Em janeiro de 2017, o atual governador do estado de São Paulo, João Doria, anunciou que todos os grafites e desenhos seriam apagados da Avenina 23 de Maio, argumentando que os mesmos estavam velhos e vandalizados. À vista disso, fica nótorio o completo descaso e desvalorização da arte urbana no Brasil. Consequentemente, vale ao Estado, junto as suas autoridades, desenvolver métodos para uma melhor apreciação da cultura brasileira.
Primordialmente, é de fundamental importância a valorização de toda cultura brasileira, incluindo a arte urbana, que se destaca pelos grafites e desenhos em paredes. E, de acordo com o artigo 215 da Constituição Federal de 1988, o Estado deve garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiar e incentivar a valorização e a difusão das manifestações culturais.
Em uma segunda análise, ocultar manifestações artisticas e/ou impedir a liberdade de expressão são atitudes que podem se enquadrar como censura da população, ferindo a democracia nacional. Desta maneira, a desvalorização da arte urbana pode ser o primeiro passo para uma sociedade menos democratica, e por essa razão deve ser evitada.
Finalmente, é de suma importância que o Ministério da Cultura estabeleça diretrizes e regulamentos mais rígidos para que a arte urbana seja protegida e valorizada, por meio de leis e sanções que punem àqueles que as vandalizarem. Dessa maneira, artistas de rua poderão expressar sua arte e cultura sem que suas manifestações sejam ameaçadas.