Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 04/03/2021
A arte urbana, como o próprio nome já diz, é uma expressão artística que nasceu nas ruas e é um reflexo do pensamento das pessoas que vivem nelas. Ainda assim, é bastante desvaloriza no Brasil, não só pela maior admiração da população à arte erudita em detrimento da arte de rua, como também pela pichação estar associada ao subconjunto da arte citada no início deste texto.
A princípio, as expressões eletistas são, geralmente, ligadas ao clássico. De acordo com o sociólogo alemão Max Weber, as ações dos indivíduos de uma sociedade são motivadas pelas Ações Sociais, sendo uma delas a tradicional, que exerce um certo controle sobre as atitudes de cada pessoa de acordo com cada cultura e constume. Por conseguinte, a maior valorização da cultura erutita em comparação à cultura popular tem por motivo o maior controle sobre as pessoas devido à tradição histórica que a primeira tem quando relacionada à segunda.
Ademais, a pichação, que é considerado como vandalismo, por estar incluso no contexto da cultura urbana, gera nesse conjunto uma generalização de arte marginal. Não obstante, em março de 2009 foi criada a lei 706/07, que faz uma espécie de separação entre o que é a manifestação urbana artística e o que é crime, dando legalidade por meio do concentimento dos proprietários dos locais grafitados. Logo, é perceptível que a grafitagem ilegal é prejudicial à imagem do meio relacionado à esse tipo de arte.
Portanto, é fulcral haver medidas de esclarecimento sobre esta modalidade artística. Em suma, o Ministério da Cultura deve realizar eventos de arte urbana gratuitos, mostrando obras amadoras desse universo das ruas, com o objetivo de promover esse tipo de arte. Além disso, a mídia tem que realizar matérias jornalísticas mostrando as diferenças entre o grafite e a pichação com o fito de desassociar a imagem desse movimento com a do vandalismo. Certamente, essas medidas aumentariam a valorização dessa arte advinda das cidades brasileiras.