Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 11/03/2021

É de conhecimento geral que, infelizmente, a arte, de maneira geral, não é muito valorizada pela população brasileira. Nesse ínterim, o grafite, pinturas na áreas urbanas, é uma das formas as quais denúncias mais desvalorização no contexto social, em virtude de, alguns anos atrás, serem associados ao vandalismo. Todavia, essa visão foi modificando-se com o tempo, mas não de forma unânime na sociedade, ainda tendo um certo tipo de preconceito, soma-se a isso o desinteresse dos indivíduos com o tema, o qual torna-se difícil a valorização na meio hodierno.

Indubitavelmente, a arte urbana é de extrema importância para o meio social, tendo em vista que ela é um instrumento de manifestações, sendo considerado um espelho da sociedade a qual ela é inserida, podendo citar os diversos grafites a favor do movimento negro. Ademais, é importante ressaltar o meio o qual essa expressão artística originou-se,  em grande maioria, nas zonas perifêricas das metrópoles, gerando, de certa forma, um maior preconceito com a parte elitizada da cidade. Pode-se utilizar como exemplo o personagem Rodinei, da novela Cheias de Charme, que teve sua arte urbana desvalorizada no Brasil, sendo muito reconhecido no exterior; tal situação demonstra uma sociedade muito conservadora e com uma certa estagnação no quesito artístico.

Nessa conjuntura, é fulcral falar sobre uma polêmica, em São Paulo, envolvendo o até então prefeito, João Doria, o qual decretou, em 2017, que cobrissem os grafites da cidade com tinta, essa ordem gerou uma grande revolta nas pessoas, em virtude de o caso ganhar muita mídia. Outrossim, é necessário dizer que tais expressões artísticas são fundamentais para a representatividade de vários grupos, além de ser bastante utilizada em protestos, como os realizados durante a Ditadura Militar no Brasil, eles concedem voz aos indivíduos. Essa realidade demonstra o motivo a qual essa forma de arte sofre tanto preconceito, principalmente, pela a população elitizada, em razão de disponibilizar ‘‘poder’’ as pessoas que não estão no mesmo contexto social.

Faz-se mister, uma ação por parte do Poder Público, o qual deve aliar-se ao Ministério da Educação (MEC) para reparar esse ‘‘buraco’’ social, por meio da introdução do estudo da arte urbana, de forma unânime, nas escolas, com o fito de habituá-las e educá-las para o significado dessas expressões artísticas, com o fito de instruir as futuras gerações acercar da sociedade contemporânea, além de quebrar o esteriótipo de vandalismo associado ao grafite, a fim de criar um Brasil mais instruído e consciente sobre as diferentes manifestações artísticas.