Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 28/02/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito à manifestação artística. Sendo assim, várias modalidades desse âmbito se desenvolveram, entre elas, a arte urbana, caracterizada pelo seu marginalismo e liberdade dos padrões estéticos convencionais. Entretanto, existem desafios para a valorização dessa expessão cultural, como a falta de educação formadora, além do preconceito existentes na conjuntura atual da sociedade brasileira.

Em primeiro lugar, a ausência de uma formação adequada é um dos obstáculos que contribuem com a desvalorização da arte urbana, o que é um problema. Nesse contexto, segundo o estudioso Paulo Freire, a educação atual é bancária e depositora de conhecimento. Ou seja, os cidadãos não tem seu intelecto e seu senso crítico desenvolvidos, o que os torna alienados, pois a formação educacional brasileira é falha e não conscientizadora. Consequentemente, a sociedade acaba por ser constituída de pessoas sem capacidade de valorizar a arte urbama nnos seus mais diversos aspectos.  Logo, medidas são necessárias para a desconstrução desse obstáculo.

Em segundo lugar, ocasionado pela falta de desenvolvimento da criticidade, ocorre o preconceito para com essa expressão artística, o que é um desafio. Nesse âmbito, de acordo o filósofo Gilberto Freyre, na atual condição da sociedade existem “2 brasis”, um rico e um pobre e marginalizado. Dessa maneira, a arte urbana acaba por ser rejeitada por muitos, por se enquadrar na zona marginalizada, logo não é valorizada como deveria. Assim, cada dia mais a arte urbana é desvalorizada dentro da estrutura social, devido à estigmas que são disseminados constantemente dentro da desiguldade social existente na contemporaneidade. Diante disso, é necessário que os preconceitos sejam desconstruídos para a construção de uma sociedade melhor.

Diante disso, é irrefutável afirmar que as problemáticas devem ser resolvidas. Primeiramente, é importante que a educação seja reformulada pelo Estado, por meio de investimentos governamentais na formação do corpo docente, para que estes sejam treinados a estimularem a capacidade crítica dos alunos. Logo, devem trabalhar para que os educandos sejam protagonistas do seu desenvolvimento, não como receptores, mas ativamente dentro das salas de aula, para que possam ter a capacidade de valorizar coisas tão indispensáveis como a arte urbana. Ademais, a mídia deve conscientizar a sociedade acerca dos malefícios do preconceito para com as expressões artísticas urbanizadas, por meio de comerciais que valorizem as mesmas. Dessa forma, estes devem ser exibidos em horário  nobre, a fim de alcançar o maior número de pessoas, para que assim, o direito constitucional seja plenamente respeitado e prestigiado, livre de estigmas.