Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 27/02/2021
No filme “A bússola de ouro” do diretor Chris Weitz, vê-se, na protagonista, uma postura obstinada em prol de seus objetivos. Sendo assim, pode-se tomar a determinação de tal personagem como elemento de inspiração para haver a valorização de arte urbana no Brasil, já que, diante deste tema, ser determinado é fundamental para conseguir soluciona-lo. Nesse viés, torna-se indispensável analisar essa questão no país.
Inicialmente, ressalta-se que o Poder Público tem se mostrado ineficiente diante da valorização da arte de rua. Isso porque há uma falha no processo de conscientização, uma vez que falta informar a população sobre as diferenças entre a arte de rua e o vandalismo, o que prejudica na consolidação do processo de enaltecimento da arte de rua, configurando como uma lacuna impedindo que a efetivação e consolidação do direito a arte. Sendo assim, verifica-se que o governo não tem assegurado o bem-estar e a manutenção do direito de todos os cidadãos, demostrando, desse modo, a ruptura do contrato social proposto pelo filósofo Thomas Hobbes.
Além disso, é notável que o governo em não demonstrar a importância da valorização da arte de rua está banalizando o mal. Porém, parte da sociedade tem se mostrado apática frente a insuficiência de investimento financeiro estatal, sendo que faltam verbas focadas em impulsionar aplicativos como o “Street Art Tour” que permite com que as pessoas tenham um maior acesso a compreender os processos artísticos, nome de obras, além de conhecer os criadores artísticos, fazendo com que a sociedade possa estar mais inserida no mundo da arte. Banalizar esse entrave pode ser explicado pelas teorizações da filósofa Hannah Arendt, tendo em vista que em função da massificação social, as pessoas perderam a capacidade de discernir o que é certo do errado, ficando, então, neutros.
Convém, portanto, evidenciar que a arte de rua deve ser devidamente valorizada. Logo, se faz necessário exigir do Estado, mediante audiências públicas, que haja a conscientização, a partir do Ministério da Cultura, para viabilizar projetos sociais que promovam oferecer feiras artísticas nos municípios, no qual serão realizadas palestras e demostrações de peças com o objetivo de explicar os impactos da arte e sua divergência com o vandalismo. Ademais, é fundamental sensibilizar a população através de campanhas midiáticas produzidas por ONGs, sobre a importância de não ser passivo diante da não apropriada forma de valorização de rua, contribuindo, assim, para uma mobilização social coletiva em prol da designação de verbas no patrocínio e fomento de aplicativos que se dispõe em transformar a arte de rua em um objeto mais apreciado. Dessa forma, é possível fazer jus à postura obstinada da protagonista de “A bússola de ouro”.