Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 27/02/2021
Desde os primórdios da humanidade, com a realização das pinturas rupestres, a arte tem se demonstrado como algo inerente à condição humana, sendo imprescindível para expressão máxima do indivíduo dentro do contexto social. No entanto, apesar de sua importância, a arte urbana vem sido sido marginalizada em decorrência da não correspondência aos padrões artíticos socialmente aceitos, havendo um impedimento da exteriorização das manifestações humanas. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude das questões socioculturais e da falta de debate acerca dos desafios para valorização da arte urbana no Brasil.
Sob esse viés, pode-se apontar como empecilho para a constituição de uma solução, as questões socioculturais, haja vista que grande parte da população nacional culmina por criminalizar e marginalizar a arte urbana pelo fato desse hábito estar intrínseco cultuturamente. Nesse sentido, o filósofo Durkheim defende que o fato social é a maneira coletiva de pensar. Por essa lógica, é possível perceber que a questão dos desafios para a valorização da arte urbana no Brasil é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.
Outrossim, a falta de debate ainda é um grande impasse para a resolução da problemática, tendo em vista o emudecimento acerca da arte urbana em razão da não correspondência aos padrões artísticos e da corrente crescente de eletização da arte. Nessa perspectiva, o filófo Foucault afirma que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Sob essa perspectiva, a arte urbana tem sido silenciada para com que haja a manutenção da elitização das manifestações artíticas e dos " moldes " por ela constituidos, justificando a marginalização da arte de rua. Assim, sem diálogo sério e massivo sobre esse problema, sua resolução é impedida.
Portanto, indubtavelmente, medidas são necessárias para pôr fim a problemática. Sendo assim, torna-se imprescidível que o Ministério da cultura, em associação com as grandes mídias socias, realizem campanhas, na internet e na televisão, informando acerca da importância da valorização da arte urbana no Brasil e da necessidade de extinguir a eletização e a padronização cultural da arte, a fim de eliminar os desafios que propiciam a desvalorização da arte urbana. Afinal, conforme afirma a filósofa Hannah Arendt," a pluralidade é a lei da terra", logo, toda tipo de manifestação artística deve ser respeitada e aclamada.