Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 26/02/2021
A arte urbana é a forma que muitas pessoas encontraram para se expressar, especialmente sobre temas como religião, política e problemas sociais. Em março de 2009, pela lei 706/07, esse tipo de arte foi legalizada, mas ainda assim muitos não vêem valor nessa forma de expressão artística e acreditam que grafite é o mesmo que pichação, o que é um ato de vandalismo. Dois dos desafios encontrados para que a arte urbana possa ser valorizada no Brasil, envolvem, principalmente, a falta de conhecimento das pessoas sobre a real intenção do grafite e a pouca propagação desta arte por todo o país.
O grafite é considerado legal, desde que seja utilizado como forma de valorização do local em que está sendo feita a arte. Pichação é usada, principalmente, como forma de comunicação entre gangues de rua e não acrescenta valor algum aos locais onde é feita. A intenção do grafiteiro é fazer arte, é espalhar cores e criatividade por onde quer que seja e é, também, deixar registrado o seu protesto em um lugar visível para o maior número de pessoas. A diferença entre arte e vandalismo está descrita quando explicamos como grafite e pichação são quase que opostos, mas, infelizmente, muitas pessoas não enxergam dessa forma e acabam por julgar grafite como pichação.
Vandalismo em forma de pichação é uma vista bastante comum no Brasil, entretanto lugares como o “Áquario Urbano”, prédios no centro de São Paulo que foram grafitados para fazerem as pessoas se sentirem dentro do oceano enquanto andam pelo local, não são tão frequentes assim. Essa questão vem evoluindo no Brasil desde a década de 1960, quando nas paredes não se via apenas os códigos das gangues de rua, mas, também, desenhos que representavam quem os fez, porém nem todas as pessoas e nem todos os lugares tinham acesso a esse tipo de arte, isso ainda é uma realidade que precisa ser mudada para que a arte no nosso país possa evoluir e se transformar cada vez mais.
Dessa forma, é possível observar que o Brasil ainda é muito atrasado com alguns quesitos relacionados a arte urbana, mas projetos municipais, estaduais e federais que enfatizem o valor que o grafite deveria ter na vida de todos, e que conte a evolução desta forma de arte, são um primeiro passo para uma longa caminhada que levará gerações futuras a terem plena consciência de como se deve respeitar toda e qualquer forma de expressão, seja por um grafite em uma parede de um bairro pequeno ou em laterais de prédios gigantescos em uma capital.