Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 26/02/2021
A banalização da arte urbana no Brasil
Observando o cenário atual em que a arte urbana por mais presente que esteja no cotidiano dos brasileiros; seja por meio de músicas improvisadas, apresentações de dança ou desenhos em muros ou sob viadutos, muitas vezes artes como estas são vistas com o olhar depreciativo ou simplesmente passam por despercebidas pelos cidadãos pela ideia infelizmente comum de irrelevância e marginalização imposta sobre tal pelo povo.
Parte dessa visão ofensiva é de certo em razão do preconceito estabelecido pela nação. O grafite por exemplo, que ficou visível na década de 80 no Brasil no período da ditadura militar com pichações contra o governo, evoluiu ao longo dos anos como forma de protestos subjetivos, seja por caricaturas ou esboços de críticas a sociedade. Todavia, a cidade de São Paulo atualmente embora seja o maior ponto de referência do mesmo, o movimento artístico é marginalizado, praticado em geral por pessoas periféricas. Reduzindo a chance ao se qualificar para o povo como arte sendo acusado por senso comum de vandalismo.
Igualmente ao grafite diversas outras artes de rua não são propriamente validadas. Isto é devido a desigualdade social, da maneira em que cidadãos de camadas sociais altas, mais familiarizados com artistas renomados, acabam por sua vez insinuando indiretamente quais obras que valem a pena comprar ou apreciar. O que querendo ou não, acaba por si só influenciando aqueles que não tem aquela profissão a se espelharem ao gosto de terceiros. Não só inferiorizando trabalhos alheios mas também desmotivando vários artistas ao ponto de desisterem disso que amiúde é a única fonte de renda.
Em virtude desta realidade, precisam-se mudar os conceitos antiquados em razão a arte urbana desde à escola, estimulando os discentes nas aulas de artes a respeitar e integrar-se aos movimentos artísticos se possível com o apoio do liceu promovendo excursões escolares pela cidade com pontos estratégicos, encorajando a intereção com as obras e seus criadores. Por fim, instituições como a Funarte (Fundação Nacional de Artes) juntamente com o suporte do MinC (Ministério da Cultura) criando e distribuindo oficinas de artes urbanas onde poderá ser ensinado o grafite, stencil, poemas urbanos, rimas improvisadas, rodas de apresentações tanto de dança quanto circense; oficinas essas que seram dispersadas nas capitais com polos e ao redor de todo o estado com filiais, contando com vonluntários e os próprios artistas urbanos. Com isso, artistas de rua além receberem renda extra, ainda são reconhecidos; e como consequência, aguça interesse e a criatividade dos participantes. “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”- Wilde, Oscar.