Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 26/02/2021
Na obra “Utopia”(1516) do filósofo Thomas Morus, vê-se uma sociedade ideal, sem espaços para conflitos e adversidades. Desde então, o desejo das civilizações de alcançar essa organização política tem sido impulsionada por essa filosofia. Contudo, na atualidade os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil tem impossibilitado a realização de tal modelo governamental. Nesse prisma, é imprescindível analisar essa questão no país.
Antes de tudo, nota-se que o Estado mostra-se negligente ao permitir os desafios. Isso ocorre porque existe uma ineficiência no processo de conscientização, uma vez que falta informar a massa sobre a importância de respeitar as expressões artísticas em locais públicos, como o grafite, o que compromete o direito à cultura. Sendo assim, nota-se que o Estado não vem assegurando o bem-estar de toda a massa, ocasionado a ruptura do contrato social idealizado pelo filósofo Jean-Jacques Rousseau.
Além disso, enfatiza-se que aceitar esses desafios é naturalizar o mal. Porém, parte da sociedade tem apresentado certa inércia diante da omissão de assistência, posto que falta ampliar os locais destinados a realização de tal modelo artístico, prejudicando, dessa forma, a interação dos indivíduos com a arte. Portanto, essa banalização pode ser comprovada pelos estudos da filósofa Hannah Arendt, já que com o processo de massificação social, as pessoas estão perdendo a capacidade de discernir o certo do errado.
Convém, ressaltar que os desafios da valorização da arte urbana deve ser superado. Logo, é necessário exigir do governo, mediante debates em audiências públicas a conscientização da massa, priorizando o respeito, a partir do ministério competente, visando a livre expressão artística. Ademais, é fundamental que o Ministério Público sensibilize a população sobre a importância de se adotar uma postura não resignada acerca da assistência, tendo em vista a ampliação dos locais. Desse modo, seria possível se aproximar dos ideais utópicos de Morus.