Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 27/02/2021

As representações artísticas em espaços abertos, como paredes e superfícies, são presentes desde a pré-história com as pinturas rupestres. No entanto, na modernidade, nós que praticam a arte urbana não tem os mesmo privilégios que as pessoas que praticavam a arte rupestre antigamente tinham, pois esse grupo de arte passa por desafios para se ter a sua valorização na sociedade brasileira. Dessa maneira, é preciso analisar suas causas, como: a elitização artística e o conceito pré-estabelecido dessa arte marginalizada, para chegar à soluções possíveis.                                                                                             Primeiramente, é válido analisar que a questão da elitização artística é um dos principais desafios na valorização dessa arte. Culturalmente, grandes obras artísticas, como “Mona Lisa” de Leornado da Vinci e “A Persistência” de Salvador Dalí sempre foram expostas em museus e galerias, sendo destroçado a um certo público. Essa realidade criou a elitização da arte e a marginalização de artistas mais populares, visto que apenas um grupo singular de pessoas com condições favoráveis ​​de adentravam os espaços para contemplar obras de artistas mais privilegiados. Desse modo, vê-se a necessidade de expandir o ambiente artístico para todos os setores sociais, assim combatendo os desafios da arte de rua de ser valorizada.                                                                                                                                                     Outrossim, é importante salientar que o preconceito da população sobre a arte urbana é outro desafio pertinente. Isso ocorro porque, as origens da arte de rua vem das regiões periféricas, no qual eles denunciam as mazelas sociais e manifestam mensagens de cunho político. De maneira análoga a isso, em 2017 o prefeito da cidade de São Paulo criou um projeto chamado “Cidade Linda”, no qual visava pintar todas as paredes de cinzas, apagando todos os grafites e as pixações. Esse tipo de ato repercutiu mais ainda para que esse preconceito fosse disseminado, pois a arte urbana já é vista como vandalismo pela maioria da população brasileiro e essa atitude só confirmou mais ainda esse conceito. Dessa forma, é notório a necessidade de desconstruir esse conceito da arte urbana ser vandalismo na sociedade brasileira, para assim ela ser mais prestigiada.

Faz-se, portanto, medidas cabíveis para a resolução desse impasse. Cabe ao Ministério da Cidadania, em parceria com o Ministério da Educação insira nas aulas de arte debates sobre esse tipo de arte, por meio de professores e, até mesmo, indivíduos que vivencia a arte urbana. Esses indivíduos e professores devem explicar aos alunos a importância de não só valorizar a arte de artistas privilegiados, mas também a arte de rua. Espera-se, com essa medidas, que saja minimizado o preconceito e a elitização artística, assim também, diminuindo os desafios na valorização da arte urbana no Brasil.