Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 27/02/2021

A série da Netflix “Anne with an E”, relata a história de Anne, uma menina muito criativa que não aceita injustiças e luta pela liberdade de expressão. Durante um episódio, ela publica um artigo como ato de sororidade para com sua amiga Josie empregando o empoderamento feminino e é difamada por toda a cidade. Saindo do mundo fictício e trazendo para o Brasil, a arte urbana como meio de expressão social é cada vez mais desvalorizada no país, não só pelos governantes mas também pelo corpo social. Com base nesse viés, é imprescindivel discutir os desafios para valorizar a arte urbana, como a marginalização dela que, consequentemente, resulta em falta de verba para os artistas.                De acordo com o pintor renascentista, Leonardo Da Vinci, “A arte diz o indizível, emprime o inexpremível, traduz o indraduzível.”, contudo, a arte urbana e democrática, é vista como crime e desordem no Brasil e tem sido marginalizada desde seu primeiro contato com as ruas do país.Tal questão pode ser justificada pelo fato de ter “nascido” na década de 70 por meio de grafitagens em oposição ao governo ditador da época, como uma forma independente de criticar suas atidudes repressora por meio dos muros. Desde então, ela é tratada como crime, desordem ou falta de respeito por alguns e com preconceito por ser vista pela minoria com grande valor cultural e forma de  expressar seus sentimentos a, muitas vezes, casos de injustiça que são feitos diariamente.

Pontua-se como consequência que o preconceito a arte urbana, leva à sua desvalorização, resultando na falta de verba necessária para os artistas e de investimento sobre a educação artística nas escolas. Ao tomar como base a fala da professora de artes, Geane Senra em entrevista para Futura, a partir do qual, “O ensino de artes visuais na educação básica é fundamental para o desenvolvimento de habilidades e para o reconhecimento de aptidões. Afinal, nem todos os alunos serão matemáticos ou historiadores.”, nota-se que o ensino das artes e exploração da criatividade em outras aréas é necessário desde criança, para que adquira o autoconhecimento e decida com clareza sobre o futuro, além do estímulo cerebral recebido durante momentos de criatividade que formam o ser humano.       Dessa forma, compreende-se que o investimento em artes é necessário para a vida e sanidade de todos, por ser um meio de escape do mundo real e uma forma de expressão e crítica que é direito de todos. Nota-se, portanto que a os desafios para valorizar a arte urbana devem ser combatidos . Para isso é fundamental que os governos municipais, pela responsabilidade de lazer das cidades, organizem eventos que explorem o mundo da arte urbana com festivais que incluam os artistas de rua e que insiram seus projetos em prédios e muros da cidade e da prefeitura como forma de valorizar seus trabalhos e incluir a população e sua cultura como parte da estética da cidade.