Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 27/02/2021

O conceito de arte vem se atualizando com o passar dos anos, a aceitação e compreensão para alguns sobre este fato, acabou se tornando quase impossível. Para Eça de Queirós, “A arte é um resumo da natureza feito pela imaginação” e para a sociedade atual o que significa arte?

Leonardo Da Vince nos mostrou que o seu ideal de arte seria o belo, as sombras, a simetria encontradas nas obras. Michelangelo trás a tona (novamente no renascimento) o nu na história da arte como sinônimo de maior representatividade de liberdade, nos fazendo entender que “o corpo é o espelho da alma”. Atualmente, a arte urbana nos mostra diversas maneiras de como utiliza-la ao nosso favor, dando a ela variados significados. Seja em forma de embelezamento, de expressão/linguagem  por parte da sociedade, concientização artística entre outros.

Entretanto, a sociedade atual acabou limitando os parâmetros da definição de arte. Para alguns, só é considerado arte se a obra estiver pintada em um quadro. Ela não está protegida em um museu ou sob a luz de refinadas galerias, mas na rua à disposição de quem passa, encontradas em laterais de prédios e camboios ela tem o poder de tranformar vidas. Uma das maiores lutas da arte urbana é tentar resgatar não só os espaços, como também a conexão entre pessoas, transformando espaços em lugares democráticos de socialização e recaracterizando como indivíduo a massa de humanos que caminha pelas ruas.

Conclui-se, então que projetos de introdução da arte urbana em museus e galerias seria uma proposta de grande eficácia para o enfrentamento dos desafios de sua valorização, com o intuito de extinguir todo e qualquer descriminação ainda encontrada no Brasil. Afinal, Queirós nos disse que arte é um resumo da natureza feito pela imaginação, ou seja, não importa se em cima de uma tela ou em uma parede da avenida, será arte da mesma forma!