Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 07/10/2021
No documentário “Absorvendo o Tabu” (2018), disponível no catálogo da Netflix, é retratada a situação vulnerável de mulheres indianas no período menstrual, sendo criado um de confecção de absorventes para atender as cidadãs. Nesse contexto, não diferente do país asiático, a pobreza menstrual é um assunto que, no Brasil, também afetados de pessoas do sexo feminino, com origem na negligência governamental. Logo, cabe analisar a violação de direitos e os valores capitalistas da sociedade como potencializadores da problemática.
Diante desse cenário, ressalta-se que a ausência do cumprimento de direitos constitucionais solidifica a carência de recursos básicos para mulheres em fase de menstruação. Isso acontece, porque a falibilidade na aplicação do termo constitucional de seguro à saúde dos brasileiros insere cidadãs do país em um quadro de vulnerabilidade social, sem acesso à absorventes íntimos e saneamento básico. Acerca disso, é pertinente citar o livro “O Cidadão de Papel”, do escritor Gilberto Dimenstein, o qual alega as leis brasileiras atuarem como “letras mortas”, já que embora a legislação seja sansionada desde 1988, pouco se nota a aplicação dos direitos fora do papel. Desse modo, sem a devida ação do Estado em altear esse cenário, o tema da pobreza menstrual permanecerá afetando a sociedade.
Pontua-se, ainda, uma tendência de um corpo social capitalista em naturalizar problemas do país, fato que está presente na vida de adolescentes e mulheres suscetíveis em estágio menstrual. Tal questão ocorre, pois a tendência à venda e ao lucro se sobrepõe à ajuda humanitária, de forma que há o abandono de mulheres que ajuda de ajuda para lidar saudavelmente com a menstruação. Sob essa ótica destaca-se as ações da médica e ex-participante do “Big Brother Brasil” Marcela McGowan, que usa as redes sociais para debater sobre a pobreza menstrual e ações a serem feitas para o combate desse panorama, uma vez que, diferentemente da profissional, a nação verde-amarela naturaliza essa dificuldade. Assim, sem a ruptura do individualismo social, o Brasil permanecerá sendo afetado pelas dificuldades da privação de uma menstruação saudável.
Portanto, percebe-se a importância de inviabilizar os desafios relacionados à pobreza menstrual no Brasil. Nesse sentido, cabe ao governo, atuante na imagem de deputados e senadores federais e estaduais, criar e sancionar um projeto que contemple o fornecimento de absorventes para mulheres em situação de vulnerabilidade. Essa ação se daria, principalmente, com uma triagem de indivúdios que auxílio de auxílio mensal, por meio de um cadastramento online, utilizando o Número de Identificação Social (NIS), um fim de tornar a sociedade brasileira um exemplo na erradicação e no combate às dificuldades da fase menstrual.