Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 07/10/2021
Os obstáculos enfrentados pelo Brasil quanto a probreza mestrual se tornaram evidentes, embora o tema ainda seja um tabu. Esse cenário dificultou perceber que atividades comuns no dia a dia, como ir a escola estavam sendo prejudicadas.
Nesse sentido, a mestruação é tido um fator excludente. Certo que, apesar dos avanços da medicina, as pessoas ainda mantém a mesma visão de Roma Antiga, na qual as mulheres eram consideradas impuras e afastadas da sociedade durante o período mestrual. Tal distanciamento atualmente ocorre principalmente pela falta de informação acerca do tema e de acesso a produtos de higiene pessoal. Assim, fica visível a necessidade de desmitificação de temas importantes e comuns a vida da maior parte da população.
Desse modo, um dos fatores que a pobreza mestrual tem ocasionado é a ausência de meninas nas escolas. Segundo a antropóloga Mirian Goldenberg, uma a cada quatro meninas faltam à escola por não possuirem condições financeiras para adquirir absorventes. Tal condição gera nos indivíduos insegurança, vergonha, medo e desconforto, as impedindo de realizar atividades do cotidiano. Dessa forma, um fato biológico e natural se transforma em tormenta na vida de várias mulheres.
Portanto, é necessário vencer os desafios relacionados à pobreza mestrual no país. Dessa maneira, cabe ao Governo, por meio de suas respectivas redes sociais realizar campanhas que desmistifiquem o tema trazendo informações, com relatos de experiências de outras mulheres atrelados a profissionais de saúde, com objetivo de sanar as dúvidas acerca da problemática e fornecer conhecimento. Ademais, o Ministério da Saúde, por meio dos hospitais e postos de saúde, devem ofertar produtos de higiene pessoal as mulheres, como absorventes, com intuito de oferecer o mínimo de dignidade asquelas que não possuem condições financeiras de arcar com essa demanda. Considerando que conforme a ONU, higiene mestrual é uma questão de saúde pública.