Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 06/10/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1945 pela ONU, Organização das Nações Unidas, garante a todos os cidadãos o acesso aos suprimentos básicos para a sobrevivência e a higiene. Entretanto, questões ligadas à pobreza menstrual no Brasil impedem que todas as mulheres usufruam desse direito. Dessa maneira, vale apontar o machismo aliado a um governo falho como pilares para a persistência do problema.
A princípio, vale ressaltar que o fator que impede a conscientização das meninas, em relação à questão da menstruação é o machismo, muito presente no cotidiano das pessoas. Para confirmar, é precioso citar pesquisas do Datafolha de 2019, nos quais 96% dos entrevistados afirmaram viver em uma sociedade com desigualdades de gênero. Desse modo, assunto íntimos são considerados constrangedores e são silenciados para aprofundar a precariedade da situação.
Ademais, é valioso ressaltar que o governo poderia tomar medidas pelo fornecimento de absorventes, uma vez que este órgão deve garantir o bem-estar geral do povo. Para contextualizar, em análogo ao chanceler alemão Bismarck, “A política é a arte do possível”. Contudo, o sistema político brasileiro falha em assegurar recursos básicos às mulheres diante de fatores da natureza humana. Dessa maneira, é preciso pressionar o Estado para dar fim a este empecilho.
Por conseguinte, é imprescindível que a mídia ligada às escolas, difusoras de informação, conscientizem as mulheres, por intermédio da criação de projetos de conscientização diante da temática menstrual, de modo a incentivar conversas e debates interativos, de forma confortável e segura. Outrossim, o SUS, Sistema Único de Saúde, deve distribuir absorventes nas unidades médicas de comunidades carentes, por meio de verbas governamentais. Assim, o Brasil vai combater a pobreza menstrual.