Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 06/10/2021
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Sob essa ótica, é essencial a importância sobre a discussão a respeito das causas e consequências dos desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil, a qual encontra óbice na violação de direitos sociais e a desigualdade social.
Nesse sentido, a Constituição de 1988, garante direitos sociais para todos. No entanto, o governo negligencia essas prerrogativas e consequentemente retarda o desenvolvimento da sociedade. De acordo com o jornal da CNN, mais de 4 milhões de meninas não têm acesso a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas. Esse fato mostra, o quanto os direitos humanos não é aplicado no corpo social brasileiro, o qual torna-se um quadro alarmante e é preciso muda-lo.
Além disso, segundo a Organização das Nações Unidas, o Brasil é o 7º país do mundo com maior desigualdade social. Evidencia-se, o acontecimento de uma desproporcionalidade de privilégios ou benefícios em relação ao todo da sociedade. Isso ocorre, devido a uma discrepância na distribuição de renda e investimentos governamentais insuficientes, e ocasiona um impacto na saúde e vida dos indivíduos.
Em virtude do que foi exposto, faz-se necessária a elaboração de políticas públicas voltadas para o combate a pobreza menstrual em questão no Brasil. Dessa forma, o Ministério da Saúde junto com o Ministério Público devem fornecer absorventes, direitos básicos e fazer uma reforma na distribuição de renda. Isso deve ser feito por meio de fornecimento de materias para menstruação em postos de saúde e escolas, garantir o saneamento básico em todo o brasil para as meninas terem condições melhores de higiene e realizar uma repartição de renda, além do mais tornar a Constituição de 1988 efetiva para assim cessar a exclusão social e não ocorrer a violação dos direitos humanos. Isso deve ser feito a fim de proporcionar o progresso social iluminista.