Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 07/10/2021
Jornal. Folhas de árvores. Pedaços de pano. Esses são alguns exemplos do que uma parte da população feminina busca para conter a menstruação. No entanto, no atual cenário brasileiro, percebe-se que os desafios no combate á pobreza menstrual está cada vez mais difícil, pois esse assunto é pouco falado e ignorado pela sociedade, sendo que é o básico da higiene feminina. Nesse contexto, observa-se um grave problema, que ocorre em virtude da pobreza e da discriminação.
Primeiramente, é válido ressaltar que a pobreza é um entrave no que tange o problema. Segundo uma pesquisa feita em 2018 pela empresa de absorventes “sempre livre”, 23% de meninas entre 12 e 17 anos, não tem acesso a produtos básicos de higiene menstrual. Nesse viés, nota-se que as mulheres em situação de rua, não tem o privilégio de um absorvente, pois é tido e tributado como um artigo de luxo, diante disso elas devem escolher entre a comida ou a higiene. Assim, é fundamental reverter esse cenário.
Por sua vez, a discriminação é outro entrave para resolução do problema. De acordo com o físico Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Diante dessa perspectiva, é notório que ainda temos que lidar com pensamentos ultrapassados sobre a menstruação, tendo como consequência a falta de frequência das meninas nas escolas durante o ciclo, para evitar situações constrangedoras. Logo, é urgente atuar sobre essa situação.
Portanto, providências são necessárias para mitizar o combate à pobreza menstrual no Brasil. Para isso, o governo deve distribuir produtos de higiene menstrual (priorizando os com menor impacto ambiental), por meio de projetos em bairros pobres, para que as mulheres tenham o básico da higiene. Outrossim, deve ter mais informações sobre menstruação nas mídias, para que quebrar essa ideia de que é um tabu. Dessa forma, será possível amenizar essa problemática no contexto brasileiro.