Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 04/10/2021
A Constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo 5 que todos tem o direito a assistência social. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil, dificultando deste modo, a universaliação desse direito tão importante. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de investimenos gorvernamentais quanto da má influência midiática. Desse modo, torna-se fundamental a discursão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da nação.
Em uma primeira análise, vale ressaltar a ignorância de fatores políticos como uma das principais causas dessa problemática. Sob essa ótica, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) apontam que, milhares de meninas e mulheres sofrem todos os meses durante o ciclo menstrual por não terem acesso a absorventes e coletores menstruais para conter o fluxo e manter uma higiênização, impedindo que essas meninas e mulheres fiquem impossibilitadas de realizar suas atividades diante da sociedade. Visto que, apesar de uma parcela da população lidar com essa causa, a ausência de medidas gorvenamentais, reforça que essas situações continue a perdurar no país. Dessa forma, a ignorância fortalece a pobreza menstrual na população feminina.
Ademais, a carência de representividade desse público nos veículos midiáticos formenta o desconhecimento dessas pessoas que sofrem com essa causa. Nesse sentido, a vereadora Mineira Lívia Guimarães propôs o projeto de lei em São João del-Rei. A lei assegura acesso gratuito a absorventes higiênicos nas escolas de anos finais do ensino fundamental e ensino médio da rede pública, unidades básicas de saúde e unidades prisionais femininas. Contudo, ainda é pouca a representatividade desses indivíduos na mídia. Desse modo, o processo agrava os estereótipos contra essas pessoas e afeta sua socialização no país.
Infere-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que, o Ministério da Saúde assegurado pela proposta de lei da vereadora Lívia Guimarães, promova o abastecimento de absorventes, coletores e remédios contra cólicas em instituições públicas e o desenvolvimento de pesquisas que levantem dados sobre o acesso aos itens de higiene básica da mulher nas cidades. Paralelamente, a mídia deve viabilizar o desenvolvimento de programas e ações que visem a ampliação do pensamento livre de preconceito em torno da menstruação, para que assim, essa causa seja debatida nas redes sociais e nos programas televisivos, integrando essas meninas e mulheres a serem representações dos movimentos femininos no Brasil. Assim, se consolidará um país melhor e mais igualitário para as futuras gerações.