Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 06/10/2021

Promulgada em 1988, a Constituição Brasileira garante a todos os indivíduos direito à saúde de qualidade. Porém, segundo dados do jornal CNN Brasil, 4 milhões de meninas adolescentes sofrem com a falta de absorvente e banheiros com sabonetes, evidenciando que a constituição não anda sendo colocada em prática. Partindo desta verdade, por conta da negligência estatal e a sociedade brasileira não falar abertamente com meninos e meninas sobre a menstruação, os desafios para a mitigação da pobreza menstrual no Brasil tornam-se, portanto, maiores.

Outrossim, embora a existência de programas desenvolvidos pelo governo federal, para ocorrer a distribuição gratuita de absorventes às pessoas sem condições de comprá-los, sejam de alta valia e não devam ser substimados, pois ajudam centenas de pessoas, grande parcela da população ainda não tem garantia de direitos básicos de qualidade como a saúde, previstos na constituição. Diante disso, sem acesso à instrução quanto a menstrução, essa parcela da parcela da população acaba por perpetuar na pobreza menstrual, não tendo alcance das vantagens oferecidas pelo Governo.

Ademais, é importante frisar que, de acordo com o filósofo pré- socrático Heráclito, tudo flui, o que mostra que a fluidez em todas as relações sociais ocasiona a quebra de alguns valores como respeito e empatia. Desta forma, a socidade, imersa neste contexto, acaba não promovendo um espaço de fala para que meninas e meninos saibam mais sobre a menstruação, não os instruindo devidamente. Ocorrendo, assim, a falta do saber quanto aos riscos de saúde. Portanto, os desafios para mitigação da pobreza menstrual no Brasil estão presentes na estruturação da sociedade.

É evidente, portanto, que a pobreza menstrual no Brasil precisa ser mitigada, tendo em vista os efeitos ocasionados. Logo, cabe ao Ministério da educação, que tem como dever a elaboração dos currículos de educação básica, média e superior, promover a conscientização menstrual, por meio de palestras, nas escolas públicas, especificamente direcionadas a adolescentes, podendo, assim, visar que a constituição seja posta em prática.