Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 01/09/2021

Outrora no período Paleolítico, os atributos corporais femininos eram valorizados pelos primeiros grupos humanos por conta da capacidade de gerar novos seres. A comunidade de tal época, então, dividia as funções de caça, coleta e plantio entre os gêneros para aproveitar a capacidade e suprir a necessidade de cada corpo. Atualmente, entretanto, a equalidade de tratamento entre os sexos é pouco visível no Brasil. Dessa forma, o ciclo menstrual da mulher sofre desdém governamental, afetando a saúde da massa carcerária feminina.

Em primeiro plano, as questões endócrinas da mulher são nitidamente dafasadas pela ignorância do Estado. Nesse contexto, Indivíduos são impossibilitados de conter o corrimento vaginal, visto que, segundo uma pesquisa da empresa Johnson e Johnson, 26% das meninas entre 15 e 17 anos não possuem acesso a absorventes e papel higiênico. Ademais, inúmeras mulheres não compreendem o próprio ciclo menstrual, dificultando a reinvindicação de recursos para a higiene hormonal. Isso, portanto , é interessante para o Governo, uma vez que o afasta da pressão popular.

Somado a isso, o tratamento político dado semelhantemente aos sexos diferentes, da massa carcerária brasileira, corrobora a pobreza menstrual. Segundo Albert Einstein, obrigar um macaco e um peixe a subir a mesma árvore é desvalorizar as virtudes de cada um, isto é, pessoas biologicamente diferentes possuem necessidades diferentes. Todavia, no Brasil é nítida a carência de absorventes para as prisioneiras, haja vista que, segundo Nana , escritora de Presos que Menstruam, abundante é o número de mulheres que utilizam miolo de pão para conter o corrimento de sangue. Logo, tais participes do sistema prisional sofrem constante risco de infecção vaginal.

Destarte, a pobreza menstrual no Brasil é um sério problema de Saúde pública a qual afeta muitas faixas etárias. Nesse ínterim, Faz-se imperativa a proatividade do Ministério da Saúde relativa ao oferecimento de recursos de cuidados hormonais para a população feminina, com ofertas materiais e educativas. Isso seria Realizado por meio de investimentos na logística da distribuição de higiene, aproveitando a mão de obra remunerada da massa carcerária feminina, que produziria os absorventes. Outrossim, haveria a proliferação de palestras educacionais nas escolas, estimulando o conhecimento individual do ciclo menstrual. Assim, beneficiar-se-ia as condições de higiene feminina, respeitando a ânsia metabólica de cada corpo tal como as comunidades pré-históricas.