Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 01/09/2021
Ao afirmar que um país se faz com homens e livros, o escritor Monteiro Lobato enaltece a importância do conhecimento e da informação para a contrução de uma nação. Dessa maneira, no Brasil contemporâneo, a desvalorização da informação contribui para os desafios no combate à podreza mentrual. Nesse sentido, destaca-se a falta de conhecimento sobre esse assunto nas escolas e a desigualdade social presente no país.
Em primeira análise, a falta de conhecimento sobre a menstruação no Brasil, proporsiona uma maior problemática para meninas e mulheres, possibilitando o avanço da pobreza mentrual no país. Isso ocorre, pela escassez de uma educação de qualidade nas escolas para retratar o assunto da menstruação, pois, a menstruação e o corpo da mulher ainda é visto com muito tabú e preconceito pela sociedade, que históricamente era muito machista e partriarcal, principalmente no século XVIII. Diante desse cenário, Albert Einsten disse:" É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado". Consequentemente, várias meninas e mulheres são prejudicadas pela falta de conhecimento durante o período menstrual, como: no habito de higiene e no uso de absorventes.
Outrossim, é imperativo pontuar que a desigualdade social também colabora nos desafios para o combate da pobreza menstrual na sociedade. Essa lógica é evidenciada pelo Índice de Gini, medida que classifica o grau de desigualdade de um país, e o Brasil está entre as 10 nações mais desiguais do mundo, favorecendo que meninas e mulheres não tenham acesso à higiene de qualidade, principalmente quando estão no período menstrual.Nessa perspectiva, João Guimarães Rosa sintetizou:" A água de boa qualidade é como a saúde ou a liberdade só tem valor quando acaba". Desse modo, meninas e mulheres brasileiras não têm acesso à água em suas casas, além da ausência do alcance à absorventes e sabonetes gratuítos oferecidos pelo governo, promovendo uma maior disposição em desenvolver algum tipo de infecção ou doença.
Portanto, medidas são necessárias para combater a pobreza mentrual no Brasil. Para solucionar esse problema, o Ministério da Educação, principal órgão que cuida da educação no país, junto com o Governo Federal devem garantir que nenhuma mulher barsileira sofra com a falta de conhecimento sobre a menstruação e a falta de saneamento básico, por meio de um ensino de qualidade e na distribuição de itens de higiene necessários durante no período menstrual, a fim de garantir uma maior informação sobre a menstruação, além de uma maior higienização para essas mulheres, para evitar algum tipo de doença ou infecção. Desse jeito, a pobreza menstrual não será mais uma realidade e a importânica da informação para contrução de uma nação para Monteiro Lobato será comprovada.