Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 31/08/2021
De acordo com a Constituição Federal, a saúde é um direito de todo cidadão. No entanto, infelizmente, na realidade brasileira, o beneficio prometido pela norma constitucional está distante de se alcançar, tendo em vista que os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil é uma problemática recorrente. Nesse contexto, é necessário que medidas sejam tomadas para amenizar essa questão, a qual é motivado pela ausência de investimento em políticas públicas e pela negligência governamental. Cabe, então, uma discussão sobre o óbice. Em uma primeira análise, é notório que o Poder Público não cumpre o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos. Embora a elaboração da Constituição Federal seja baseada no sonho de bem estar social para todos os indivíduos, incluindo exclusivamente os de vulnerabilidade. Em pesquisa realizada pelo portal de notícias da Globo, “G1”, apenas 3,5 % da população tem acesso a água e esgoto. Nesse sentido, é perceptível que o descaso de investimento em políticas públicas dentro desse âmbito é precário, haja vista que meninas que se encontram em seu período menstrual acabam tendo que lidar com diversas consequências. Nesse sentido percebe-se que essa inaceitável questão de vulnerabilidade causa não só um irrespeito colossal, mas também uma desvalorização descomunal e, portanto, deve ser modificada em todo o território nacional. Além disso, outro fator responsável pela permanência da problemática é a negligência governamental. De acordo com a reportagem do Fantástico, a Deputada Federal Marília Arres apresentou um projeto à Câmara Federal no qual o objetivo era amenizar à pobreza menstrual no Brasil, dando ênfase nas pessoas de vulnerabilidade, mas não conseguiu êxito e logo em seguida foi ironizada por colegas de trabalho em redes sociais. Nesse sentido, é notável que vivemos em um ciclo de incompetência governamental, como também de um corpo social sem empatia e machista. Embora o próprio fantástico ressaltar que em um a cada 4 jovens já faltou a escola por não conseguir comprar um absorvente ainda não é o bastante para acontecer a mobilização de tals. Portanto é inaceitável que o óbice continue a existir nessa sociedade.