Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 02/09/2021

Na série “Radioactive”, apresenta-se como a cientista e química Marie Curie perde seu emprego em uma universidade, por conta do pensamento machista dos seus colegas de trabalho, implicando com uma limitação por conta do seu gênero. Longe das telas, muitas meninas e mulheres se vem limitadas pela sua feminilidade, sendo vítimas da pobreza menstrual no Brasil. Primordialmente, esse entrave é instaurado pelo tabu acerca da menstruação, que gera uma falta de denúncias. No entanto, é fulcral a análise das causas anteriores para a reversão da problemática.

Sob uma primeira perspectiva, analisa-se como o preconceito com o ciclo menstrual se faz como parte da questão. Portanto, cabe citar a cena do filme “The Runaways”, na qual a protagonista tem sua primeira menstruação e decide ficar trancada em um banheiro público, por vergonha. Desse modo, observa-se como o tabu acerca do ciclo menstrual se mostra como um entrave relacionado a problemática, um avez que este não é ensinado e repassado para meninas brasileiras, reforçando ainda mais o preconceito sobre esse tema tão natural e presente na vida das mulheres.

Como resultado disso, salienta-se a lacuna de denúncias acerca da pobreza menstrual. Assim sendo, a ativista e professora Djamila Ribeiro relata que, “não podemos derrotar o que não tem nome”. Por conseguinte, elucia-se a importância de tornar o problema da pobreza menstrual no Brasil público, com o intuito de por um fim a ele.

Após os argumentos supracitados, é indubitável a necessidade de propiciar meios para a resolução do entrave em questão. Logo, cabe à Mídia, em parceria com o Ministério da Saúde, anunciar o problema da pobreza menstrual no Brasil para a população, com o fito de tornar os cidadãos conscientes acerca desse tema. Para a conclusão dessa tarefa, a Mídia e o Ministério de Saúde devem criar peças publicitárias com dados e desafios da pobreza menstrual, exibindo esse conteúdo em locais com grande número de espectadores. Ademais, deve ser criado uma hashtag acerca do tema, para que este seja difundido com maior facilidade em redes sociais. Somente assim, a problemática da pobreza menstrual encontrará seu fim, e mulheres não serão mais limitadas pelo gênero, como ocorrido com a cientista Marie Curie na série “Radioactive”.