Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 01/09/2021

A ativista brasileira Rafaella de Bona, em prol da pobreza menstrual no Brasil, criou um absorvente interno sustentável, para ajudar mulheres em situação de rua que não tem acesso nem condição para se cuidar em seus períodos menstruais. Entretanto, no Brasil, apesar de ter ativistas com criação tão inovadora a pobreza mentrual ainda é um problema para muitas brasileiras, visto que, há um tabu e falta de conhecimento sobre o problema em questão pela sociedade e as políticas públicas são escassas.

Vale destacar, de início, os tabus sociais como um problema em questão. Nesse viés, segundo Emille Durkheim, sociologo francês, o conceito de anomia consiste na desintegração das normas sociais, causas das patologias da sociedade moderna e individualista. Nessa perspectiva, pode-se relacionar os tabus(preconceitos) sobre a menstruação e o corpo da mulher que é pouco discutido, logo a sociedade em seu egoismo acaba ignorando os problemas que possam existir, como o de milhões de estudantes que deixam de ir a escola vários dias do ano por falta de acesso a higiene menstrual.

Ademais, cabe destacar a falta de políticas governamentais, pois o programa de proteção e promoção da saúde menstrual aguarda aprovação da lei que beneficia estudantes, presidiarias e mulheres de rua e de vulnerabilidade social, porém a lei ainda não foi aprovada pelos senadores e nem assinada pelo presidente da república. Nesse sentido, o jornalista Gilberto Dimenstein designa, em sua obra Cidadão de Papel, o brasileiro como indivíduo com os direitos teorizados, porém não efetivados. Nessa logica, se aplica as milhares de mulheres sem o seu direito a saúde menstrual pela demora de aprovação da lei.

Portanto, faz-se necessária a reparação desse impasse, Para isso, o Ministério da saúde junto com as mídias brasileiras devem promover campanhas que explique quantas mulheres sofrem pelo problema em questão e qual é a melhor forma de ajudar, assim os tabus seriam quebrados, o conhecimento chegaria a população  e, assim, a realidade  se tranformaria. Outrossim, os Senadores e o Presidente devem aprovar a lei assegurando, além dos absorventes, a disponibilidade de profissionais ginecológicos e de medicamentos em posto de saúde. Dessa forma, a pobreza menstrual no Brasil seria combatida.