Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 07/10/2021

A Constituição Federal de 1988 prevê a todos os cidadãos brasileiros o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, o que se observa é que o número de casos de pobreza menstrual aumenta cada vez mais. Nesse sentido, torna-se fundamental a discussão sobre esse problema, uma vez que essa alarmante realidade se deve à negligência estatal e à falta de influência midiática.

Primeiamente, pode-se destacar o descaso governamental como dificultador do problema. Desse modo, sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os habitantes de uma sociedade democrática devem ser tratados com a mesma importância. Contudo, um estudo feito pela CNN Brasil aponta que o Estado investe apenas 1% da verba disponível em políticas públicas que visam o  combate à pobreza menstrual. Nessa perspecitava, é notório o descaso e o desinteresse público perante as pessoas que sofrem tanto com a falta de itens de higiene menstrual quanto com a falta de saneamento básico na região em que vivem.

Ademais, há a questão da carência de intervenção midiática, a qual atrasa significativamente a solução do problema. Com isso, segundo uma pesquisa realizada pelo G1, somente 3,5% dos meios de comunicação buscam alternativas para retratar e informar a respeito da pobreza menstrual, como a transmissão de debates e documentários. Logo, devido à deficiência de informação, vários indivíduos são privados de compreenderem o tema e, consequentemente, de ajudarem a combater esse preocupante problema, o qual afeta inúmeras pessoas cotidianamente.

Diante disso, é de extrema necessidade a criação de medidas capazes de assegurar a resolução do tema. Para tanto, é dever da mídia, com o apoio do Ministério da Saúde, a criação de campanhas educativas, por meio da televisão e das redes sociais, de modo que informem e abordem dúvidas sobre o tema, tais como: o que é pobreza menstrual?, por que ela acontece? e como combatê-la?, tendo como finalidade a conscientização de toda a população brasileira. Assim, espera-se que os indivíduos conscientizados e informados ajudem as pessoas que se encontram em situação de carência menstrual. Dessa maneira, será possível o pleno cumprimento da Constituição Cidadã.