Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 01/09/2021

Nos tempos antigos, as mulheres usavam panos, folhas, entre outros adereços para a higiene pessoal no período menstrual. De maneira análoga a isso, os famosos absorventes são obras atuais e bastante eficazes no mundo feminino, porém, seu uso não é a realidade de uma pequena, contudo considerável parcela da população brasileira. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o porquê da falta de itens básicos de higiene no cotidiano das mulheres e quais os desafios para combater essa pobreza menstrual.

Em primeiro plano, a desigualdade social é alarmante em todo o país, enquanto que para algumas pessoas os absorventes são de fácil consumo, para outras é algo distante, sem encaixe no orçamento. Desse modo, com as poucas condições e o grande “tabu“ ainda existente na sociedade, as crianças crescem desinformadas sobre quão normal este ciclo é. Dessa forma, há uma falta de investimento na educação e na distribuição dos protetores higiênicos.

Além disso, é notório que há um preconceito desde a idade média em que a menarca era mal vista pela igreja católica, a qual afirmava ser algo sujo. Consoante a isso, quando Albert Einstein citou que era mais fácil quebrar o núcleo de um átomo do que um preconceito enraizado, estava se referindo à situações como esta. Sendo assim, como na reflexão, o mundo contemporâneo não tem mudado sua forma de pensar, e serão precisas várias maneiras de conscientização.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham a amenizar a pobreza menstrual no Brasil. Por conseguinte, cabe à OMS como maior agente da saúde, por meio de autoridade, oferecer em postos de saúde e farmácias, absorventes gratuitamente, a fim de permitir que sua utilização seja conquistada por todas as camadas sociais. Também, as escolas devem lecionar nas aulas desde cedo sobre o assunto, assim haverá um maior entendimento e aceitação sobre o corpo feminino.