Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 30/08/2021

Atualmente, o Brasil vem observando um fenômeno em que jovens especializados e altamente qualificados em informática, biologia, química e entre outros, vão para fora do país em busca daquilo que não encontram aqui: melhores oportunidades e incentivos para desenvolverem suas pesquisas; esse fenômeno é chamado de “fuga de cérebros”. Essa falta de investimento e de oportunidades na área científica brasileira têm raízes no histórico de desenvolvimento tecnológico brasileiro, e esse problema pode acarretar na estagnação do país em relação ao aprimoramento técnico-científico em diversas áreas, inclusive na agricultura, principal setor econômico do Brasil.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a “revolução industrial brasileira” só foi ocorrer a partir da década de 30 e, antes disso, a economia do país voltava-se para a produção e importação de café. Diferentemente, então, de países europeus e norte-americanos que, como já haviam se industrializando desde o século XVIII e podiam, dessa forma, começar a investir na área de pesquisa e desenvolvimento de alto nível durante o século XX, o Brasil concentrou-se em recuperar esse atraso industrial até meados de 2000. Assim, percebe-se que houve aqui uma defasagem de investimentos governamentais em relação a área de pesquisa e ciência.

Não obstante, essa defasagem não foi totalmente recuperada de 2000 até hoje, e as consequências disso são perceptíveis por meio de fenômenos como a “fuga de cérebros” que, segundo o jornal “O Tempo”, aumentou em 10% em relação a 2019. Dessa maneira, como a hegemonia brasileira atual no ramo da agricultura depende dos progressos científicos nas técnicas agrícolas de manejo do solo e das plantações, essa saída de especialistas em diversos setores de instrução pode representar uma perda significativa de qualidade de produção agrônoma no Brasil em relação ao exterior.

Portanto, para amenizar esse problema e trazer soluções para que a dominância do país no setor agrícola continue, mostra-se necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações crie programas de bolsas e ajuda financeira a cientistas brasileiro por meio de uma parceria com outros ministérios. Assim, seria possível que, além de incentivar a pesquisa científica no Brasil, diversos setores governamentais seriam beneficiados com esse progresso nas diversas áreas do conhecimento.