Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 30/08/2021

Na série espanhola “Elite”, mostra a trajetória de um grupo de jovens no ano letivo, na Instituição Las Encinas. No decorrer da série podemos observar a evolução de duas personagens Nádia e Lucrécia, são duas personagens que ganharam bolsas por sua dedicação e excelente desempenho acadêmico, e deixaram seus países de origem para em uma universidade em Londres. Da mesma forma, do Brasil, a fuga de cérebros, é um sério problema social, infelizmente devido ao investimento insuficiente do governo em desenvolvimento científico e tecnológico.  Existe uma falta de articulação entre as universidades e o mercado de trabalho.

Em  primeira análise, é importante notar que os pesquisadores deixaram outros países devido á escassez de incentivos financeiros que a ciência  recebia naquele país. Nesse sentido, tendo em vista que o artigo 218 da Constituição Federal de 1988 previa o desenvolvimento científico como prioritário, essa responsabilidade não tem sido plenamente cumprida tendo em vista a redução contínua dos recursos recebidos nessa área no país. Portanto, com o cancelamento do escopo da pesquisa, os cientistas naturalmente sairão do exterior porque lá encontrarão maior valor.

Em segunda análise, é importante ressaltar que o país carece de cooperação para lidar com esta situação. Nesse sentido, segundo Marcus Garvey, uma nação sem cultura é uma nação sem raízes históricas, o que cria um verdadeiro vazio. Portanto, a infraestrutura dos centros de pesquisa raramente se beneficia de incentivos para o estabelecimento de áreas de conhecimento, como centros educacionais e culturais equipados com laboratórios. Com isso, torna-se preocupante, pois não existe uma ideia estimulante, e o resto o sentimento pela tecnologia e pela cultura é permanente. Por conseguinte, o investimento do Estado no desenvolvimento científico é mínimo, o que dificulta a proteção dos intelectuais brasileiros.

Consequentemente, é preciso tomar certas medidas para o combate à fuga de cérebros. Assim sendo, aconselha-se  que o Governo Federal, como instância máxima da administração pública, em nome do Ministério da Cidadania, aumente a conscientização da valorização científica no meio social por meio da construção de espaços científicos e do debate sobre a importância da Ciência. Dessa forma, espera-se que os cientistas sejam reconhecidos e compreendidos o que eles significam para a formação do país. Dessa forma, o Brasil deve conseguir entender a afirmação de Marcus Garvey.